Pastor Antônio Junior

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Quem é o “filho da perdição” na Bíblia?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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A expressão aparece em duas passagens do Novo Testamento, mas não se refere à mesma pessoa nas duas. Em João 17:12, Jesus está falando de Judas Iscariotes, o discípulo que o traiu. Em 2 Tessalonicenses 2:3, Paulo fala de alguém que ainda surgiria, chamado de “homem da iniquidade”.

“Filho da perdição” é uma maneira de dizer que alguém está destinado à destruição. A expressão não quer dizer que essa pessoa seja, literalmente, filha de alguém chamado Perdição.

Na primeira passagem, Jesus está orando pelos discípulos. Ele diz que os guardou e que nenhum deles se perdeu, exceto o “filho da perdição”, para que se cumprisse a Escritura (João 17:12). O contexto mostra que ele se refere a Judas. Embora Judas tivesse convivido com Jesus e ouvido seus ensinamentos, foi ele quem o entregou. Isso torna o caso ainda mais sério: estar perto de Jesus não é o mesmo que confiar nele.

Na segunda passagem, Paulo avisa que, antes da volta de Cristo, haverá uma grande rebelião contra Deus e será revelado o “homem da iniquidade”, também chamado de “filho da perdição” (2 Tessalonicenses 2:3). Paulo o descreve como alguém que se opõe a Deus e engana as pessoas. Mais adiante, afirma que Jesus o destruirá quando vier (2 Tessalonicenses 2:8). Muitos cristãos identificam essa figura com o Anticristo. Outros entendem de modo diferente alguns detalhes sobre quem ele será e como aparecerá. O ponto claro da passagem é que sua oposição a Deus não vencerá.

Há também um cuidado importante ao falar de Judas. A Bíblia conta que ele sentiu remorso e tirou a própria vida (Mateus 27:3-5). Mas ela não diz que ele fez isso porque decidiu pagar pelos próprios pecados em vez de aceitar o perdão de Deus. Não precisamos atribuir a Judas um motivo que o texto não apresenta.

Então, a resposta é esta: em João, o “filho da perdição” é Judas; em 2 Tessalonicenses, é o “homem da iniquidade”. A expressão descreve o destino terrível dessas figuras, não um título que devemos sair aplicando a outras pessoas. Nós não conhecemos o fim da história de ninguém. Por isso, em vez de declarar que alguém não tem mais esperança, devemos orar pelas pessoas e anunciar a elas a salvação em Cristo (1 Timóteo 2:1-4).