A Festa dos Tabernáculos é uma festa que Deus mandou o povo de Israel celebrar todos os anos. Ela também é chamada de Festa das Cabanas ou *Sucot* — palavra hebraica que significa “cabanas”. Durante a celebração, os israelitas moravam por alguns dias em abrigos feitos de ramos. Assim, lembravam que seus antepassados tinham vivido em moradias provisórias depois que Deus os tirou do Egito (Levítico 23:33-43).
A festa começava no dia 15 do sétimo mês do calendário religioso de Israel, geralmente entre setembro e outubro. Eram sete dias de festa, seguidos por um oitavo dia de reunião solene (Levítico 23:34-36). Era também a época em que o povo celebrava o fim da colheita. Por isso, Sucot reunia duas razões pra agradecer: Deus tinha cuidado de Israel no passado, durante a caminhada pelo deserto, e continuava sustentando o povo com o alimento daquela colheita (Deuteronômio 16:13-15).
Morar numa cabana por alguns dias tornava essa lembrança bem concreta. A família deixava o conforto da casa e se recordava de que seus antepassados dependeram de Deus enquanto atravessavam o deserto. E a alegria pela colheita ajudava a reconhecer que o alimento também vinha do cuidado dele. Sucot era, portanto, uma festa de memória e gratidão.
Ela era uma das três festas anuais em que os homens israelitas deviam comparecer diante de Deus no lugar escolhido por ele. As outras eram a Festa dos Pães sem Fermento e a Festa das Semanas (Deuteronômio 16:16). Mais tarde, quando o templo já estava em Jerusalém, essa ida estava ligada à adoração naquela cidade.
A festa também aparece no Novo Testamento. João 7 conta que Jesus foi a Jerusalém durante a Festa dos Tabernáculos. No último e mais importante dia da celebração, ele convidou quem tivesse sede a ir até ele e beber. João explica que Jesus estava falando do Espírito que os que cressem nele receberiam (João 7:37-39). Jesus não estava apenas comentando uma tradição da festa: ele estava chamando as pessoas a confiar nele pra receber aquilo que só Deus pode dar.
Para os cristãos, Sucot ajuda a entender a história do cuidado de Deus com seu povo. Isso não significa que a Bíblia ordene à igreja celebrar a festa da mesma maneira que Israel celebrava. Também há cristãos que veem nela uma antecipação do dia em que Deus estará plenamente com seu povo, uma esperança apresentada em Apocalipse 21:3. Essa é uma relação teológica possível, mas a Bíblia não diz expressamente que cada detalhe de Sucot representa a volta de Jesus. Da mesma forma, ela não informa que Jesus nasceu durante essa festa.
Em resumo, a Festa dos Tabernáculos ensinava Israel a se lembrar de como Deus o sustentou no deserto e a agradecer pelo sustento recebido a cada ano. E, ao ler sobre a festa hoje, o cristão também encontra o convite de Jesus: ir a ele e confiar nele.