Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

O que era uma “festa de amor” na igreja primitiva?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

Página original no site

Era uma refeição que os cristãos compartilhavam como expressão de amizade, cuidado e união. O nome pode soar estranho hoje, mas não se tratava de uma festa romântica. Era uma ocasião pra estar junto à mesa e cuidar uns dos outros.

O Novo Testamento menciona essas refeições de duas maneiras. Judas fala diretamente em “festas de amor” ao alertar que falsos mestres participavam delas sem respeitar a comunidade (Judas 12). Já Atos conta que os primeiros cristãos partilhavam refeições nas casas uns dos outros (Atos 2:46-47). Nem toda refeição mencionada em Atos precisa ter sido uma festa de amor no sentido específico que Judas usa, mas o relato mostra como comer juntos fazia parte da vida da igreja.

Essa convivência tinha um significado maior do que simplesmente reunir pessoas em volta da comida. Em Corinto, por exemplo, havia cristãos que levavam sua própria refeição e comiam sem esperar pelos demais. Enquanto alguns tinham bastante, outros passavam necessidade; havia até quem se embriagasse. Paulo disse que, agindo assim, eles humilhavam os irmãos mais pobres e desprezavam a igreja de Deus (1 Coríntios 11:17-22, 33-34). Uma reunião que deveria demonstrar amor estava mostrando desigualdade e falta de consideração.

É nesse mesmo trecho que Paulo ensina sobre a Ceia do Senhor: o pão e o cálice, recebidos em memória de Jesus (1 Coríntios 11:23-26). Por isso, sabemos que a refeição dos coríntios e a Ceia estavam ligadas naquela situação. Mas a Bíblia não exige que toda Ceia do Senhor seja acompanhada de uma refeição completa, nem diz que toda refeição entre cristãos seja a Ceia.

Então, a ideia é simples: uma festa de amor era uma refeição compartilhada entre cristãos, num ambiente em que o amor ao próximo precisava aparecer também na prática. O alerta de Paulo continua útil mesmo pra quem nunca participou de uma refeição com esse nome: não faz sentido lembrar o amor de Jesus à mesa e, ao mesmo tempo, deixar de lado as pessoas que estão ali.