Jesus quis dizer que não basta tentar melhorar as palavras e as atitudes de alguém sem cuidar do que há no seu coração. Na comparação que ele faz, a árvore representa a pessoa, e os frutos mostram o que ela produz — especialmente o que diz e faz. Se a árvore é boa, seus frutos serão bons.
Essa fala aparece depois que Jesus cura um homem e alguns fariseus dizem que ele expulsava demônios pelo poder de Satanás (Mateus 12:22-24). A acusação era grave. Em vez de reconhecer o bem que tinham acabado de ver, eles falaram mal de Jesus. Por isso, ele chama atenção pro que as palavras deles revelavam. Logo em seguida, explica que a boca fala daquilo que está cheio o coração e que as pessoas prestarão contas do que dizem (Mateus 12:34-37).
Assim, “fazer a árvore boa” não é uma instrução pra apenas parecer melhor por fora. Jesus está mostrando que o fruto depende da condição da árvore. Uma mudança verdadeira nas palavras e nas atitudes precisa começar no interior da pessoa. Isso também nos impede de pensar que basta praticar algumas boas ações pra encobrir um coração que não quer se arrepender.
Mas Jesus não está dizendo que alguém consegue transformar o próprio coração só por força de vontade. A Bíblia fala de Deus dando um coração novo e agindo dentro do seu povo para que viva de acordo com a vontade dele (Ezequiel 36:26-27). Por isso, o caminho não é fingir que já somos bons. É reconhecer o que precisa mudar, voltar-se pra Deus e confiar em Cristo.
Em Mateus 12, a questão imediata eram as palavras dos fariseus. A lição também vale pra nós: aquilo que dizemos e fazemos merece atenção não apenas porque afeta os outros, mas porque pode mostrar o que está acontecendo dentro de nós. Jesus nos chama a buscar uma mudança real, que comece no coração e apareça na vida.