Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

Por que ficar sem visões e adivinhações era um castigo em Miquéias 3:6?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

Página original no site

Porque Miquéias está falando com homens que se apresentavam como profetas. Eles diziam ter mensagens de Deus, e era disso que dependiam sua autoridade diante do povo e seu sustento. Quando Deus anuncia que eles ficariam sem visões e sem resposta, está dizendo que não teriam nenhuma mensagem pra dar — e que sua pretensão de falar em nome dele seria exposta.

O problema não era apenas que esses profetas se enganavam. Em Miquéias 3:5, Deus os acusa de anunciar paz a quem lhes dava comida e de ameaçar quem não lhes dava nada. Mais adiante, Miquéias diz que profetizavam por dinheiro (Miquéias 3:11). A mensagem mudava conforme o benefício que recebiam. Ainda assim, eles afirmavam que o Senhor estava com eles.

É nesse contexto que vem o castigo: quando procurassem uma visão ou uma resposta, não a encontrariam. Miquéias 3:7 diz que ficariam envergonhados porque Deus não lhes responderia. Isso não quer dizer que antes recebiam mensagens verdadeiras de Deus e agora deixariam de recebê-las. O ponto é que, no momento em que mais precisassem provar que falavam por ele, não teriam resposta alguma. Além disso, a paz que prometiam seria desmentida pelo que aconteceria com Jerusalém (Miquéias 3:12).

A palavra “adivinhações” pode causar estranheza. A Bíblia não está dizendo que Deus aprovava a adivinhação como meio legítimo de buscar sua vontade; a Lei de Moisés a proibia (Deuteronômio 18:10-12). Miquéias está usando uma palavra ligada às práticas desses homens, que alegavam conseguir respostas sobrenaturais. O castigo não era perder uma prática boa. Era ver fracassar aquilo que usavam pra sustentar sua falsa autoridade.

Portanto, a falta de visões era um castigo especialmente adequado pra eles: homens que lucravam dizendo “Deus falou” acabariam sem resposta de Deus, envergonhados diante das pessoas que haviam enganado.