Jesus disse isso ao repartir o pão com seus discípulos na noite anterior à sua morte. Ele queria que continuassem a celebrar aquela refeição e, ao fazê-lo, se lembrassem de que ele entregaria a própria vida por eles. É dessa instrução que vem a Ceia do Senhor (Lucas 22:19; 1 Coríntios 11:23-26).
Aquela era uma refeição de Páscoa. Para o povo de Israel, a Páscoa lembrava como Deus os havia libertado da escravidão no Egito (Êxodo 12:14). Mas Jesus estava prestes a morrer e, durante a refeição, deu ao pão e ao cálice um significado ligado ao que aconteceria com ele: o pão apontava pro seu corpo, entregue por seus discípulos, e o cálice, pro seu sangue derramado (Lucas 22:19-20).
Por isso, lembrar de Jesus na Ceia não é apenas pensar nele por alguns instantes. É receber o pão e o cálice com atenção ao que sua morte significa. Jesus não morreu por acaso: ele se entregou por nós, e, por meio de seu sangue, temos o perdão dos pecados (Mateus 26:28; Efésios 1:7). A Ceia ajuda os cristãos a não perderem isso de vista.
Paulo explica também que, cada vez que a igreja participa da Ceia, anuncia a morte do Senhor até que ele venha (1 Coríntios 11:26). Assim, ela lembra algo que já aconteceu, vive hoje pela fé em Jesus e espera sua volta. Isso não significa que Jesus precise morrer de novo. Sua entrega aconteceu uma vez, e foi suficiente (Hebreus 9:25-28).
Então, a resposta é simples: Jesus disse “façam isto em memória de mim” porque queria que seus seguidores continuassem voltando ao que ele fez por eles. Ao repartir o pão e beber do cálice, a igreja obedece à sua palavra, agradece por sua morte e anuncia que é nele que encontra perdão.