Não existe alguém tão pecador que Deus não tenha poder pra salvar. A Bíblia mostra isso na vida de Paulo. Antes de seguir Jesus, ele perseguia os cristãos; depois, recebeu misericórdia e passou a anunciar a fé que antes tentava destruir (1 Timóteo 1:12-16; Gálatas 1:23). O passado dele não impediu Deus de perdoá-lo.
Isso não quer dizer que todos serão salvos. A diferença importante é entre Deus não poder salvar e uma pessoa não querer se voltar pra Cristo. Jesus disse que não rejeita quem vai até ele (João 6:37). Por isso, quem se arrepende e confia nele não precisa pensar: “O que eu fiz foi grave demais; Deus não vai me receber.” O perdão não depende de a pessoa ter um passado limpo, mas de Jesus, que veio salvar pecadores.
Talvez surja outra dúvida: Jesus não falou de um pecado que não seria perdoado? Sim. Em Mateus 12:22-32, alguns líderes religiosos viram Jesus libertar uma pessoa e atribuíram aquela obra ao poder do mal. Foi nesse contexto que Jesus advertiu sobre a blasfêmia contra o Espírito Santo. Cristãos entendem de maneiras diferentes como essa advertência se aplica hoje, mas ela não ensina que alguém possa procurar Jesus com arrependimento e ser recusado. É uma advertência séria contra rejeitar a ação de Deus de maneira consciente e endurecida.
A Bíblia também diz que pessoas podem resistir a Deus por tanto tempo que ficam cada vez menos dispostas a ouvi-lo (Romanos 1:21-28). Isso não é uma falta de poder da parte de Deus. Mostra a gravidade de persistir na rejeição.
Então, a resposta é esta: Deus pode salvar qualquer pessoa, mas não devemos concluir que toda pessoa será salva. Se a pergunta é sobre você ou sobre alguém que ama, não trate o passado dessa pessoa como uma sentença definitiva. A resposta que Jesus dá a quem se volta pra ele é de acolhimento, não de rejeição.