Evangelicalismo é um movimento cristão ligado principalmente ao protestantismo. Sua ideia central é que as boas notícias sobre Jesus — o *evangelho* — precisam ser anunciadas e recebidas pessoalmente. Não basta conhecer a história de Jesus ou pertencer a uma igreja: cada pessoa precisa confiar nele.
Essas boas notícias são a mensagem de que Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou, como Paulo resume em 1 Coríntios 15:3-4. Por isso, os evangélicos dão tanta importância à pregação e à leitura da Bíblia. É nela que procuram conhecer quem Jesus é, o que ele fez e como seus seguidores devem viver.
Outro ponto importante é a conversão. Quando um evangélico fala em “nascer de novo”, não está dizendo que a pessoa recomeça a vida fisicamente. Está falando de uma mudança espiritual: ela se arrepende, confia em Jesus e passa a viver de um modo novo. Jesus usa essa expressão em sua conversa com Nicodemos, em João 3:3-8. É nesse sentido que se fala também em ter um relacionamento pessoal com Cristo.
As raízes do movimento estão na Reforma Protestante, no século 16, que destacou a autoridade da Bíblia e a salvação pela fé em Cristo. Mais tarde, os movimentos de avivamento dos séculos 18 e 19 deram especial destaque à conversão pessoal e à necessidade de anunciar o evangelho a outras pessoas.
Hoje, porém, a palavra evangélico é usada de maneiras diferentes. Pode identificar alguém por sua igreja, suas crenças ou até por sua posição política. Esses usos não são todos iguais. O evangelicalismo, como movimento religioso, não é uma posição partidária. Seu foco é a mensagem sobre Jesus e a convicção de que essa mensagem deve mudar a vida de quem crê e ser compartilhada com os outros.
Em resumo, o evangelicalismo destaca quatro coisas que andam juntas: a Bíblia como referência para a fé, Jesus como centro da salvação, a necessidade de conversão pessoal e o anúncio do evangelho.