Sim, pode ser. Um folheto pode ajudar alguém a conhecer o evangelho, especialmente quando a pessoa prefere ler com calma ou quando não há oportunidade pra uma conversa mais longa. Mas o valor dele não está no papel nem no ato de distribuí-lo. Está na mensagem que apresenta e na maneira como é entregue.
Por isso, vale ler o folheto inteiro antes de usá-lo. Ele explica quem é Jesus e por que sua morte e ressurreição são importantes? Mostra que precisamos do perdão de Deus e que a salvação vem pela graça, por meio da fé em Cristo, e não por boas obras? Essa é a mensagem que encontramos, por exemplo, em 1 Coríntios 15:3-4 e Efésios 2:8-9. Um folheto bonito ou fácil de ler não ajuda muito se deixar essa mensagem confusa. Se indicar um site ou outro material, também é bom conferir o que essa fonte ensina.
A Bíblia mostra que o evangelho pode chegar às pessoas tanto pela fala quanto pela escrita. João, por exemplo, escreveu seu Evangelho para que seus leitores cressem em Jesus (João 20:30-31). Isso não significa que todo folheto terá o mesmo resultado. Quem o recebe pode ler, guardar pra depois ou simplesmente descartá-lo. Nosso papel é comunicar a mensagem com fidelidade; não podemos controlar a resposta de ninguém.
Também importa como o folheto é oferecido. Entregá-lo com respeito, sem pressionar a pessoa, combina com a orientação de falar da fé com gentileza e respeito (1 Pedro 3:15). E, se ela quiser conversar, vale parar e ouvi-la. Talvez tenha uma dúvida que o folheto não responda. Às vezes, ler sozinha será mais confortável pra ela; em outras, uma conversa pessoal será o que mais vai ajudá-la a entender.
Então, distribuir folhetos pode ser uma boa maneira de evangelizar, mas não precisa ser a única. O melhor uso deles é como uma ajuda pra compartilhar o evangelho com clareza e cuidado — nunca como substituto automático de ouvir e conversar com as pessoas.