Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

A Bíblia apoia a eugenia?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Não. A eugenia procura melhorar a população escolhendo quem deveria ou não ter filhos com base em características consideradas desejáveis. Em suas formas mais graves, essa ideia levou à esterilização forçada e à eliminação de pessoas tratadas como “indesejáveis”. A Bíblia não dá a ninguém autoridade pra medir o valor de uma vida dessa maneira.

O motivo começa em Gênesis: Deus criou os seres humanos à sua imagem (Gênesis 1:26-27). Esse valor não depende de saúde, inteligência, origem ou capacidade de ter filhos. Por isso, a Bíblia manda proteger quem está em situação de fraqueza, em vez de tratar essas pessoas como um problema a ser removido (Salmo 82:3-4).

Jesus também mostrou que uma deficiência não torna alguém inferior nem autoriza os outros a julgarem sua vida. Quando os discípulos viram um homem cego desde o nascimento, perguntaram de quem era a culpa. Jesus rejeitou a ideia de que a cegueira dele provasse um pecado seu ou de seus pais (João 9:1-3). Aquele homem precisava ser visto e ajudado, não reduzido à sua condição.

Isso não significa que todo exame genético ou tratamento médico seja eugenia. Investigar uma doença pra cuidar melhor de alguém é diferente de usar essa informação pra decidir que certas pessoas não deveriam existir. A questão decisiva é como tratamos a pessoa: como alguém que merece cuidado ou como uma vida de menor valor.

Também é importante não usar a ordem divina de ter filhos como se ela obrigasse cada pessoa a se reproduzir. Gênesis 1:28 não dá ao Estado poder pra impor uma gravidez, nem pra impedir alguém de ter filhos. Esterilização forçada, discriminação racial e eliminação de pessoas consideradas “inaptas” contrariam o respeito à vida e ao próximo que a Bíblia ensina.

Portanto, a resposta é não: a Bíblia não apoia um projeto que classifica seres humanos entre os que merecem nascer e os que não merecem. Ela nos chama a cuidar das pessoas, especialmente daquelas que outros teriam mais facilidade de desprezar.