Deus estava prometendo que Abrão teria muitos descendentes e que, a partir deles, formaria um povo. Esse povo seria Israel. Mas a promessa não terminava aí: Deus também disse que, por meio de Abrão, abençoaria todas as famílias da terra (Gênesis 12:2-3).
Isso era surpreendente naquele momento. Abrão tinha 75 anos, e sua esposa, Sarai, não podia ter filhos (Gênesis 11:30; 12:4). Ainda assim, Deus lhe pediu que deixasse sua terra e fosse pra um lugar que ele lhe mostraria. A promessa dependia do que Deus faria, não da capacidade de Abrão de formar uma nação por conta própria.
Mais tarde, Deus tornou a promessa mais concreta: disse a Abrão que seus descendentes seriam numerosos como as estrelas (Gênesis 15:5). A história de Gênesis mostra que essa descendência viria por meio de Isaque, o filho que Deus prometeu a Abrão e Sarai. Com o passar das gerações, os descendentes de Isaque se tornaram o povo de Israel (Gênesis 17:19; Êxodo 1:1-7).
Ser uma “grande nação”, porém, não significava apenas ter muita gente. Deus deu a Israel uma relação especial com ele e lhe ensinou como viver. Ao obedecer a Deus, o povo mostraria às outras nações quem ele é (Deuteronômio 4:5-8). Israel nem sempre foi fiel, mas a desobediência do povo não fez Deus abandonar a promessa.
A parte mais ampla dessa promessa se entende à luz de Jesus Cristo. Ele veio da descendência de Abraão, e, por meio dele, a bênção de Deus alcança pessoas de todos os povos. Por isso, Paulo diz que quem pertence a Cristo também é descendente de Abraão no sentido de participar, pela fé, da promessa feita a ele (Gálatas 3:7-9, 16, 29). Isso não quer dizer que todos os cristãos se tornem israelitas por nascimento. Quer dizer que a bênção prometida a Abraão chegou até eles por meio de Jesus.
Então, a resposta é simples: Deus prometeu dar a Abraão uma descendência da qual surgiria Israel e, por meio dessa história, levar sua bênção ao mundo. A promessa começou com uma família que ainda nem tinha um filho e alcançou pessoas de todas as nações em Cristo.