Paulo quis dizer que confiava em Jesus Cristo e sabia que podia contar com ele até o fim. Essa confiança não vinha de uma vida sem problemas. Quando escreveu essas palavras, Paulo estava sofrendo por anunciar o evangelho. Mesmo assim, disse a Timóteo que não se envergonhava, porque conhecia aquele em quem havia colocado sua fé (2 Timóteo 1:8, 12).
A palavra importante na frase é “quem”. Paulo não disse apenas que conhecia os ensinamentos em que acreditava. Ele conhecia Jesus: aquele que morreu e ressuscitou, que o havia chamado e a quem ele servia. Por isso, Paulo podia continuar falando de Cristo mesmo quando isso lhe custava caro.
No mesmo versículo, Paulo diz que estava certo de que Jesus tinha poder pra guardar o que lhe havia sido confiado “até aquele dia” (2 Timóteo 1:12). Ele olha além do sofrimento presente, pro dia em que Cristo voltará. Há diferentes maneiras de entender exatamente o que Paulo havia confiado a ele. Pode ser sua própria vida e seu futuro com Deus; também há quem entenda que ele se refere ao evangelho que lhe foi confiado. O contexto fala tanto da confiança de Paulo em Cristo quanto da responsabilidade de preservar essa mensagem (2 Timóteo 1:13-14). Em qualquer das leituras, o ponto principal é claro: Paulo estava certo de que Cristo não falharia.
Isso não significa que Paulo esperava ser poupado de toda dor. Ele estava sofrendo naquele momento. Sua segurança era mais profunda: o sofrimento não podia desfazer aquilo que Cristo havia feito por ele nem impedir que Deus cumprisse sua promessa.
Então, dizer “sei em quem tenho crido” não é afirmar que entendemos tudo o que vai acontecer conosco. É dizer: *não sei como cada dificuldade vai terminar, mas sei em quem estou confiando*. Foi essa certeza que ajudou Paulo a permanecer fiel e que ele queria transmitir a Timóteo.