Jesus disse isso aos discípulos pouco antes de morrer. Eles tinham deixado muita coisa pra segui-lo e agora ouviam que ele iria embora. Era natural que se perguntassem como continuariam sem ele. Por isso, em João 14:18, Jesus prometeu que não os deixaria órfãos. Ele não estava dizendo que impediria sua própria partida, mas que não os abandonaria.
No mesmo diálogo, Jesus explicou como cumpriria essa promessa: pediria ao Pai que enviasse o Espírito Santo pra estar com os discípulos para sempre (João 14:16-17). Depois de ressuscitar, Jesus também voltaria a vê-los (João 20:19-20). Sua morte, portanto, não seria o fim da relação entre eles. E, mesmo depois de voltar ao Pai, Jesus continuaria presente com os seus pelo Espírito Santo.
Isso nos dá esperança porque a promessa não ficou restrita àqueles primeiros discípulos. O Espírito Santo é dado a quem pertence a Cristo. Paulo explica que ele nos ajuda a reconhecer que somos filhos de Deus (Romanos 8:15-16). Não precisamos enfrentar a vida como pessoas sem Pai, sem ajuda ou sem futuro.
Essa promessa não significa que nunca vamos sentir medo, tristeza ou solidão. Os próprios discípulos passaram por momentos difíceis. Significa que, mesmo nesses momentos, Deus não se afasta dos seus filhos. Seu Espírito permanece conosco, nos ajuda a lembrar dos ensinamentos de Jesus e nos sustenta enquanto esperamos o dia em que estaremos com ele (João 14:2-3, 26).
É essa a esperança de João 14:18: Jesus partiu, mas não nos deixou sozinhos. Quem confia nele pertence à família de Deus e pode contar com sua presença hoje e com a promessa de estar com ele no futuro.