Deus estava dizendo que não deixaria que um ídolo recebesse o reconhecimento pelo que só ele podia fazer. Essa é a ideia principal da frase. Pra entendê-la, vale olhar o que estava acontecendo com o povo de Israel.
Em Isaías 48, Deus fala com um povo que o conhecia, mas insistia em desobedecer. Ele anuncia o que faria por eles e explica uma das razões: não queria que atribuíssem sua ação a uma imagem ou a um falso deus (Isaías 48:3-5). Mesmo diante da infidelidade do povo, Deus não o destruiria. Ele conteria sua ira e agiria por amor ao seu nome (Isaías 48:9-11). Ou seja, mostraria que ele continuava sendo o Deus verdadeiro e fiel, não um ídolo incapaz de agir.
Na Bíblia, a *glória de Deus* é aquilo que revela quem ele é e o reconhecimento que lhe é devido. Nesse caso, Deus não está disputando elogios como uma pessoa vaidosa. Ele está deixando claro que ninguém mais pode ocupar o seu lugar nem receber o crédito por sua obra.
Isso não significa que Deus se recuse a honrar outras pessoas. Jesus até fala da glória que deu aos seus discípulos (João 17:22). A diferença é que toda honra recebida de Deus depende dele; nenhum ser humano ou ídolo se torna Deus por recebê-la. Por isso, quando Jesus ensina seus seguidores a dar fruto, ele diz que, por meio disso, o Pai é glorificado (João 15:8).
Então, Isaías 48:11 nos ensina duas coisas juntas: podemos confiar que Deus age de acordo com quem ele é, mesmo quando seu povo falha; e devemos reconhecer que aquilo que só ele faz pertence a ele, não a um ídolo nem a nós.