Sim. A Ordem da Estrela do Oriente é uma organização fraternal ligada à maçonaria. Ela surgiu nos Estados Unidos no século 19 e reúne homens e mulheres. Seus encontros incluem cerimônias e símbolos, e a organização também promove convivência e ações de caridade. A ligação com os maçons não é apenas histórica: em geral, os homens que entram na Ordem precisam ser maçons, enquanto a admissão de mulheres segue regras de parentesco ou outros vínculos previstos pela própria organização. Essas regras podem variar conforme o lugar.
A Ordem usa personagens e histórias da Bíblia em seus ensinamentos, mas isso não faz dela uma igreja nem torna seus ensinamentos equivalentes ao evangelho. Ela recebe pessoas de diferentes religiões e exige a crença em um Ser Supremo, sem exigir a fé em Jesus Cristo como único Salvador. Já o Novo Testamento ensina que a salvação vem por meio de Jesus, e não simplesmente da crença em alguma divindade ou da prática de boas obras (Atos 4:12; Efésios 2:8-9).
Isso não significa que toda pessoa que participa da Ordem rejeite Jesus. Alguém pode entrar por tradição familiar, amizade ou vontade de ajudar outras pessoas. Também não seria justo dizer que fazer caridade é um problema: a Bíblia incentiva boas obras. O cuidado está em não confundir a fé cristã com uma fraternidade que reúne crenças religiosas diferentes. Um cristão precisa considerar o que as cerimônias lhe pedem para afirmar, que compromissos assume e se isso entra em conflito com sua fidelidade a Cristo.
Há ainda a questão do sigilo de algumas cerimônias. O fato de uma associação reservar certas atividades aos membros não prova, por si só, que ela pratique algo errado. Ao mesmo tempo, ninguém deveria assumir compromissos religiosos que não compreende ou que não pode avaliar à luz da Bíblia (1 João 4:1).
Portanto, a resposta é: a Estrela do Oriente tem, sim, uma ligação direta com a maçonaria, embora seja uma organização própria e admita mulheres. Pra um cristão, a pergunta mais importante não é apenas se ela realiza boas obras, mas se seus ensinamentos e compromissos permitem confessar com clareza aquilo que a Bíblia ensina sobre Jesus.