Dois discípulos estavam voltando de Jerusalém pra Emaús no mesmo dia em que Jesus ressuscitou. Um deles se chamava Cléopas; Lucas não diz o nome do outro. Enquanto caminhavam, Jesus se juntou a eles, mas eles não o reconheceram. A conversa que tiveram com ele mudou a maneira como entendiam sua morte e ressurreição (Lucas 24:13-35).
Os dois estavam tristes e confusos. Tinham esperado que Jesus libertasse Israel, mas ele havia sido condenado e crucificado. Naquela manhã, algumas mulheres do grupo encontraram o túmulo vazio e contaram que anjos disseram que ele estava vivo. Outros foram até o túmulo e confirmaram que o corpo não estava lá. Ainda assim, aqueles dois discípulos não sabiam o que pensar.
Jesus ouviu o que eles diziam e então explicou, a partir das Escrituras, que o Cristo precisava sofrer antes de entrar na sua glória. Lucas conta que ele começou por Moisés e pelos profetas, mostrando o que as Escrituras diziam a seu respeito. A morte de Jesus não significava que a esperança deles tinha acabado. Eles é que ainda não tinham entendido como aquilo fazia parte do que Deus havia anunciado.
Ao chegarem a Emaús, já no fim do dia, os discípulos insistiram pra que Jesus ficasse com eles. Durante a refeição, quando ele tomou o pão, deu graças e o partiu, eles o reconheceram. Nesse momento, Jesus desapareceu. Lucas não explica exatamente por que eles não o reconheceram antes; apenas diz que, até então, seus olhos estavam impedidos de reconhecê-lo e que foram abertos naquela hora (Lucas 24:16, 30-31).
Os dois se lembraram de como tinham sido profundamente tocados enquanto Jesus lhes explicava as Escrituras pelo caminho. Então voltaram imediatamente pra Jerusalém e contaram aos outros discípulos o que havia acontecido.
O relato de Emaús mostra duas coisas juntas: Jesus estava vivo de verdade, e sua morte não havia sido uma derrota inesperada. O próprio Jesus ajudou aqueles discípulos a entender isso pelas Escrituras. Primeiro, eles ouviram a explicação; depois, reconheceram aquele que estava falando com eles.