Jesus recebe a cruz.
3. Jesus cai pela primeira vez.
4. Jesus encontra sua mãe.
5. Simão de Cirene é obrigado a carregar a cruz.
6. Verônica enxuga o rosto de Jesus.
7. Jesus cai pela segunda vez.
8. Jesus fala às mulheres de Jerusalém.
9. Jesus cai pela terceira vez.
10. Jesus é despido.
11. Jesus é crucificado.
12. Jesus morre na cruz.
13. Seu corpo é retirado da cruz.
14. Jesus é colocado no sepulcro.
Os Evangelhos contam, por exemplo, que Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, que Simão carregou a cruz, que Jesus falou às mulheres de Jerusalém, que os soldados ficaram com suas roupas e que ele foi sepultado (Marcos 15:15, 21-24, 42-46; Lucas 23:27-31). Já as três quedas, o encontro com Maria no caminho e o gesto de Verônica não são narrados nos Evangelhos. Isso não significa que cada detalhe seja impossível; significa que não devemos ensiná-los como fatos confirmados pela Bíblia. Maria aparece perto da cruz, mas não há relato de um encontro entre os dois durante o percurso (João 19:25-27).
O principal aprendizado das estações não depende de saber se Jesus caiu três vezes ou de completar uma lista. Elas nos convidam a prestar atenção ao que os Evangelhos mostram com clareza. Jesus foi condenado injustamente e sofreu de verdade. Mesmo assim, não desistiu do caminho que o levaria a dar a vida por nós. Antes de ser preso, ele orou ao Pai e se dispôs a obedecer à vontade dele, apesar da angústia que sentia (Lucas 22:39-46). Na cruz, pediu perdão por aqueles que o executavam e ofereceu esperança a um dos homens crucificados ao seu lado (Lucas 23:34, 39-43).
A cruz também nos ensina algo maior do que a importância de suportar o sofrimento. Segundo o Novo Testamento, Jesus morreu pelos nossos pecados para nos reconciliar com Deus (1 Pedro 3:18). Por isso, não olhamos para aquelas cenas apenas com pena de Jesus, nem pensamos que podemos conquistar o perdão repetindo seu sofrimento. Recebemos pela fé aquilo que ele fez por nós; depois, como seus seguidores, aprendemos a obedecer a Deus e a amar as pessoas, mesmo quando isso custa alguma coisa (Efésios 2:8-10; Marcos 8:34).
Por fim, o sepultamento não é o fim da história. Jesus ressuscitou. Sem a ressurreição, as estações terminariam num túmulo; com ela, entendemos que sua morte não foi uma derrota, mas parte da vitória de Deus sobre o pecado e a morte (Lucas 24:1-7; 1 Coríntios 15:3-4). Assim, quem usa as Estações da Cruz pode fazê-lo como uma ajuda para refletir e orar, sempre deixando que os Evangelhos mostrem o que sabemos com certeza — e mantendo a ressurreição junto da cruz.