Estar espiritualmente morto não significa que a pessoa deixou de pensar, sentir ou fazer coisas boas. Significa que, por causa do pecado, ela não tem a vida com Deus que foi criada pra ter. Ela continua viva fisicamente, mas precisa que Deus a perdoe e lhe dê uma nova vida. É nesse sentido que Paulo diz que, antes de receberem a salvação, as pessoas estavam mortas em seus pecados (Efésios 2:1-5).
A Bíblia mostra que essa situação começou com a desobediência humana. Deus havia avisado Adão de que comer da árvore proibida traria a morte (Gênesis 2:16-17). Depois que Adão e Eva desobedeceram, passaram a se esconder de Deus, e mais tarde também morreram fisicamente (Gênesis 3:8; 5:5). Paulo explica que, por meio de Adão, o pecado entrou no mundo e a morte alcançou a humanidade. Ele também deixa claro que todos nós pecamos; o problema não está só no que Adão fez (Romanos 5:12).
Isso não quer dizer que alguém espiritualmente morto seja incapaz de amar a família, ajudar outra pessoa ou se interessar pela Bíblia. Quer dizer que nenhuma dessas coisas, por si só, resolve o pecado e nos dá vida com Deus. Precisamos de algo que não conseguimos produzir sozinhos. Jesus disse que ninguém pode ir a ele se o Pai não o atrair (João 6:44). Por isso, a salvação não é apenas uma tentativa de melhorar o comportamento: é uma obra de Deus em nós.
A boa notícia é que Deus não deixa a história terminar na morte. Paulo diz que Deus nos dá vida com Cristo e nos perdoa (Efésios 2:4-5; Colossenses 2:13). Jesus chamou essa mudança de *nascer de novo* (João 3:3-7). O Espírito Santo nos dá uma vida que antes não tínhamos, graças ao que Jesus fez por nós em sua morte e ressurreição.
Então, estar espiritualmente morto é viver sem essa nova vida que vem de Deus, por causa do pecado. E a resposta de Deus é Jesus Cristo: quem crê nele recebe o perdão e a vida eterna (João 3:16; Efésios 2:8-9).