Pastor Antônio Junior

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O que a Bíblia diz sobre o “espírito de Jezabel”?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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A Bíblia conta a história de Jezabel, mas não ensina que exista um espírito chamado “espírito de Jezabel”. Essa expressão costuma ser usada pra descrever atitudes parecidas com as dela. O cuidado é não transformar esse nome numa explicação espiritual pra todo comportamento difícil, nem usá-lo pra acusar alguém sem provas.

Jezabel foi esposa de Acabe, rei de Israel. Ela promoveu a adoração a Baal e perseguiu os profetas do Senhor (1 Reis 16:31; 18:4). Quando o profeta Elias confrontou essa adoração, Jezabel ameaçou matá-lo (1 Reis 19:1-2). Sua história mostra alguém que resistia a Deus e usava sua posição pra levar outros a fazer o mesmo.

Outro episódio deixa isso ainda mais claro. Acabe queria a vinha de Nabote, mas Nabote não quis entregar a terra que havia recebido como herança da família. Jezabel então organizou falsas acusações contra ele. Nabote foi morto, e Acabe tomou posse da vinha (1 Reis 21:1-16). Não foi apenas uma tentativa de controlar alguém: ela usou mentira e violência pra conseguir o que queria.

No Novo Testamento, Jesus repreendeu uma mulher na igreja de Tiatira a quem chamou de “Jezabel”. Ela ensinava e levava pessoas à imoralidade sexual e à idolatria (Apocalipse 2:20-23). Não sabemos se Jezabel era seu nome verdadeiro ou se Jesus usou esse nome por causa da semelhança com a rainha do Antigo Testamento. O ponto da advertência, porém, é claro: a igreja não devia aceitar um ensino que levava as pessoas a pecar.

Então, se alguém usa a expressão “espírito de Jezabel”, o sentido mais seguro é este: um padrão de atitudes que lembra as de Jezabel, especialmente afastar pessoas de Deus por meio de falso ensino, manipulação e falta de arrependimento. Isso não significa que a Bíblia tenha identificado um demônio com esse nome ou ensinado que toda pessoa controladora esteja sob a ação dele.

Pra lidar com uma situação real, é melhor examinar os atos e os ensinamentos da pessoa à luz da Bíblia, em vez de lhe dar um rótulo. Assim, é possível levar a sério o pecado que as Escrituras condenam sem fazer acusações que elas não autorizam.