Dar esmolas é ajudar alguém que precisa, geralmente com dinheiro, comida ou outros bens. Na Bíblia, a ideia não é apenas entregar alguma coisa: é agir com misericórdia diante da necessidade de outra pessoa.
Esse cuidado aparece tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Provérbios 14:31 ensina que tratar mal o pobre é uma ofensa ao Deus que o criou, enquanto ter compaixão do necessitado honra a Deus. Em Atos 9:36, Tabita é lembrada por suas boas obras e pela ajuda que dava aos pobres. A esmola, portanto, não é um costume religioso sem importância. Ela pode ser uma maneira concreta de amar o próximo.
Jesus, porém, chamou atenção pra maneira e a razão de ajudar. Em Mateus 6:1-4, ele disse que não devemos dar aos necessitados pra receber elogios. A pessoa pode até fazer uma boa ação, mas, se seu objetivo é parecer generosa diante dos outros, está buscando reconhecimento pra si, não cuidando sinceramente de quem precisa. Jesus ensina a ajudar sem fazer propaganda da própria generosidade.
Isso não quer dizer que toda ajuda precise ser anônima. Às vezes, outras pessoas vão saber o que fizemos. O ponto é não usar a necessidade de alguém como oportunidade pra chamar atenção. Também não basta dar dinheiro e achar que isso substitui a justiça e o amor: Jesus repreendeu líderes religiosos que davam aos pobres, mas deixavam de lado essas coisas (Lucas 11:42).
Em Lucas 12:33, Jesus incentiva seus seguidores a repartir seus bens com os necessitados. Isso nos lembra que o dinheiro pode servir às pessoas, em vez de ocupar o lugar mais importante na nossa vida. Mas dar esmolas não é uma forma de comprar o favor de Deus. É uma resposta de amor e gratidão, que leva a sério as necessidades dos outros.
Assim, esmola é uma ajuda material dada a quem precisa. E, segundo Jesus, o que importa não é só *quanto* alguém dá, mas se essa ajuda nasce de um cuidado verdadeiro, sem desejo de aparecer.