O escudo da fé é a confiança em Deus e no que ele diz, especialmente quando alguma coisa tenta nos fazer duvidar dele ou desobedecer à sua palavra. Paulo usa a imagem de um soldado segurando um escudo: os ataques vêm, mas ele não precisa recebê-los sem proteção.
Em Efésios 6:10-17, Paulo fala de uma luta espiritual e orienta os cristãos a permanecerem firmes com a ajuda de Deus. No versículo 16, ele diz que a fé é como um escudo capaz de apagar as flechas em chamas lançadas pelo Maligno. Ele não faz uma lista dessas “flechas”, mas a imagem ajuda a entender como a fé nos protege diante de mentiras, tentações, acusações e pensamentos que procuram nos afastar de Deus.
Pense numa tentação. Ela pode fazer o pecado parecer melhor do que obedecer a Deus. Nesse momento, segurar o escudo da fé é confiar que Deus sabe o que é bom pra nós, mesmo quando a escolha certa parece mais difícil. Ou pense numa pessoa que se arrependeu, mas continua se perguntando se Deus pode perdoá-la. A fé não diz que o pecado não importa. Ela se lembra de que, em Cristo, Deus oferece perdão e de que não há condenação pra quem está nele (Romanos 8:1).
Isso não significa que um cristão nunca vai sentir medo, ter dúvidas ou passar por sofrimento. Um escudo é necessário justamente porque os ataques acontecem. Também não significa confiar na força da própria fé, como se ela fosse capaz de resolver tudo sozinha. O centro da fé é Deus, que é fiel. Por isso, Paulo começa falando da força do Senhor antes de descrever a armadura (Efésios 6:10-11).
Então, usar o escudo da fé é voltar a confiar em Deus quando aquilo que sentimos, desejamos ou ouvimos nos empurra pra outra direção. É levar a sério suas promessas e permanecer junto de Cristo. O ataque pode ser real, mas não precisa decidir por nós no que vamos acreditar ou como vamos agir.