Ser escravo do pecado significa que o pecado não é apenas algo que a pessoa faz de vez em quando. Ele tem poder sobre ela. Jesus usou essa expressão ao falar com pessoas que achavam que eram livres. Ele explicou que quem vive praticando o pecado é escravo do pecado (João 8:34).
Isso não quer dizer que a pessoa peca o tempo todo, nem que nunca consegue fazer uma boa escolha. Quer dizer que, por si mesma, ela não consegue se libertar do domínio do pecado. Pode até reconhecer que algo é errado e querer mudar, mas continua precisando de uma libertação que não pode produzir sozinha.
Paulo desenvolve essa ideia em Romanos 6. Ele diz que obedecer ao pecado é deixá-lo governar nossas escolhas. E o resultado desse caminho é a morte, não a vida com Deus (Romanos 6:16, 23). Por isso, o problema não se resolve apenas com mais força de vontade ou com a decisão de cometer menos erros.
A boa notícia é que Jesus pode libertar a pessoa desse domínio (João 8:36). Quando alguém se volta pra Cristo e confia nele, Deus lhe dá uma nova vida. Paulo diz que, em Cristo, a pessoa deixa de ser escrava do pecado e passa a servir a Deus (Romanos 6:17-18, 22). Antes, ela seguia o pecado como quem obedece a um senhor; agora, pertence a Cristo e pode aprender a obedecer a Deus.
Isso não significa que o cristão nunca mais peque. Romanos 6 não diz que a luta acabou. Diz que o pecado já não precisa mandar nele (Romanos 6:12-14). Por isso, quando um cristão peca, não deve tratar o erro como algo sem importância nem concluir que não há esperança. Ele pode confessá-lo a Deus, receber seu perdão e continuar aprendendo a viver de outro modo (1 João 1:9). O Espírito Santo o ajuda nessa luta (Gálatas 5:16).
Em poucas palavras, ser escravo do pecado é estar sob um poder do qual não conseguimos nos libertar sozinhos. Jesus não apenas perdoa o pecado: ele liberta a pessoa pra que ela possa viver pra Deus.