Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

Por que os israelitas comiam ervas amargas na Páscoa?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

Página original no site

As ervas amargas faziam parte da refeição que Deus mandou os israelitas comerem na noite em que os libertou do Egito. Eles deveriam comer o cordeiro assado com pães sem fermento e ervas amargas (Êxodo 12:8).

A Bíblia não explica diretamente o que as ervas representavam. Mas há uma ligação clara com o que Israel tinha vivido: Êxodo 1:14 diz que os egípcios tornaram amarga a vida dos israelitas com trabalhos forçados. Por isso, é natural entender que o gosto das ervas os fazia lembrar da dureza da escravidão. Aquela refeição reunia a lembrança do sofrimento e a notícia de que Deus estava libertando seu povo.

A Páscoa não ficou restrita àquela primeira noite. Os israelitas continuariam a celebrá-la, e a orientação de comer o cordeiro com pães sem fermento e ervas amargas aparece novamente em Números 9:11. Já os pães sem fermento também lembravam a pressa da saída do Egito: o povo partiu antes que a massa pudesse crescer (Êxodo 12:39).

Para os cristãos, essa libertação ajuda a compreender o que Jesus fez. Paulo chama Cristo de nosso Cordeiro pascal (1 Coríntios 5:7), e o Novo Testamento ensina que, por meio dele, recebemos perdão e libertação do pecado (Efésios 1:7; João 8:36). Isso não significa que a Bíblia dê um significado cristão específico a cada alimento daquela refeição. O sentido mais direto das ervas amargas é lembrar o sofrimento de Israel no Egito — um sofrimento do qual Deus o libertou.

Êxodo também não diz quais eram aquelas ervas. O importante no relato não é identificar a planta, mas entender por que aquele gosto fazia parte da Páscoa: o povo não deveria esquecer a vida da qual Deus o havia tirado.