As Epístolas Paulinas são as 13 cartas do Novo Testamento atribuídas ao apóstolo Paulo. “Epístola” é outra palavra pra carta. Paulo escreveu a igrejas e a pessoas com quem tinha ligação, pra ensinar sobre Jesus, responder dúvidas e orientar os cristãos diante de problemas reais.
Essas cartas são Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemom. Algumas receberam o nome da cidade onde viviam seus destinatários, como Filipos e Colossos. Outras receberam o nome da pessoa a quem foram dirigidas, como Timóteo e Filemom.
Elas ajudam a entender o que a morte e a ressurreição de Jesus significam pra nós. Em Romanos e Gálatas, por exemplo, Paulo explica que ninguém consegue ser aceito por Deus por obedecer perfeitamente à lei: a salvação é recebida pela fé em Cristo. Em 1 Coríntios, ele trata de conflitos numa igreja, fala sobre o amor e ensina sobre a ressurreição. Já nas cartas a Timóteo e Tito, dá orientações sobre o ensino e a liderança da igreja.
Por isso, as cartas não são apenas explicações sobre doutrinas difíceis. Elas também mostram como a fé em Jesus afeta a convivência, o trabalho, o modo de tratar outras pessoas e a vida da igreja. Muitas vezes, Paulo começa explicando o que Deus fez por nós em Cristo e depois mostra como podemos viver à luz disso.
É importante ler cada carta lembrando que ela foi escrita pra destinatários concretos. Quando sabemos qual questão Paulo estava tratando, entendemos melhor suas orientações e evitamos tirar uma frase do contexto.
Paulo não apresentava um evangelho diferente do de Jesus. Ele anunciava a morte e a ressurreição de Cristo como o centro da mensagem que havia recebido e transmitido (1 Coríntios 15:3-4). Suas cartas fazem parte do Novo Testamento e devem ser lidas junto com os Evangelhos e os demais livros da Bíblia.