Epifania é uma manifestação ou uma descoberta que torna algo claro. A palavra é usada de maneiras diferentes, então o significado depende da conversa em que ela aparece.
No uso comum, alguém pode dizer: “Tive uma epifania”. Nesse caso, quer dizer que entendeu de repente algo que antes não percebia. A palavra não indica, por si só, uma experiência sobrenatural. Pode ser apenas uma compreensão importante.
Quando o assunto é a Bíblia, *epifania* pode se referir a uma manifestação de Deus. Por exemplo, Deus se deu a conhecer a Moisés na sarça que ardia sem se consumir (Êxodo 3:1-6). Também se manifestou ao povo de Israel no monte Sinai (Êxodo 19:16-20). A Bíblia conta o que aconteceu nessas ocasiões, embora não use necessariamente a palavra “epifania” pra descrevê-las.
Há ainda a Festa da Epifania, celebrada por muitas igrejas em 6 de janeiro. Ela lembra que Jesus foi dado a conhecer ao mundo. No Ocidente, a comemoração costuma destacar a visita dos magos, que vieram de longe pra encontrar Jesus (Mateus 2:1-12). Em muitas igrejas orientais, o destaque é o batismo de Jesus, quando sua identidade foi declarada publicamente (Mateus 3:16-17). As tradições dão ênfases diferentes, mas têm em comum a ideia de Jesus sendo revelado.
Isso não quer dizer que todo cristão precise ter uma experiência repentina pra conhecer a Deus. Uma pessoa pode compreender aos poucos quem é Jesus e por que precisa dele; outra pode perceber isso num momento marcante. O essencial não é a rapidez da descoberta, mas aquilo que ela passa a entender. Segundo o Novo Testamento, é por meio de Jesus que Deus se dá a conhecer de modo decisivo, e é nele que encontramos a salvação (João 1:18; 14:6).
Portanto, se alguém falar em “epifania”, vale perguntar em que sentido: uma descoberta pessoal, uma manifestação de Deus ou a festa cristã que celebra Jesus sendo dado a conhecer.