A entrada triunfal foi a chegada de Jesus a Jerusalém poucos dias antes de sua morte. Ela recebeu esse nome porque uma multidão o recebeu com alegria, como quem dá as boas-vindas a um rei. Mas o mais importante é entender que tipo de rei Jesus estava mostrando ser.
Os quatro Evangelhos contam esse acontecimento (Mateus 21:1-11; Marcos 11:1-11; Lucas 19:28-40; João 12:12-19). Jesus entrou na cidade montado num jumentinho. Algumas pessoas estenderam seus mantos pelo caminho; outras levaram ramos de palmeira. Elas o saudaram como aquele que vinha em nome do Senhor e o chamaram de Filho de Davi, um título ligado ao rei prometido por Deus.
Jesus não escolheu o jumentinho por acaso. Séculos antes, o profeta Zacarias havia anunciado que o rei de Jerusalém viria humilde, montado num jumento (Zacarias 9:9). Mateus mostra essa ligação ao contar a entrada de Jesus. Assim, Jesus não estava apenas chegando à cidade: ele estava se apresentando publicamente como o Messias, o rei que Deus havia prometido.
A maneira como ele entrou também ajudava a entender sua missão. Jesus não estava reunindo um exército pra tomar o poder de Roma. Ele veio como um rei humilde. Mais tarde, ao falar com Pilatos, explicou que seu reino não tinha sua origem neste mundo e que seus seguidores não lutariam pra impedir sua prisão (João 18:36). Ele veio pra salvar as pessoas por meio de sua morte e ressurreição, não por uma vitória militar.
Isso ajuda a perceber por que a cena é tão marcante. A multidão tinha razão em recebê-lo como rei, mas nem todos entendiam o que ele veio fazer. Seria exagero dizer que sabemos o que cada pessoa ali esperava, ou afirmar que foram exatamente aquelas mesmas pessoas que, dias depois, pediram sua crucificação. O que os Evangelhos deixam claro é que Jesus foi recebido com entusiasmo e, pouco depois, rejeitado e condenado.
Portanto, a entrada triunfal anuncia quem Jesus é e aponta pra maneira como ele salvaria seu povo. O rei prometido chegou a Jerusalém, mas seu caminho não levaria a um trono conquistado pela força. Levaria à cruz e, depois, à ressurreição. É por isso que os cristãos recordam essa chegada no Domingo de Ramos.