Ser embaixador de Cristo é representar Jesus diante das pessoas, anunciando a mensagem que ele nos confiou. Paulo usa essa expressão em 2 Coríntios 5:20. Assim como um embaixador fala em nome de quem o enviou, Paulo falava em nome de Cristo. Mas a mensagem não era uma opinião dele: era o convite de Deus pra que as pessoas se reconciliassem com ele.
Essa reconciliação é o centro da explicação. O pecado nos afasta de Deus, e não conseguimos resolver isso por esforço próprio. Deus tomou a iniciativa: por meio da morte de Jesus, tornou possível que pecadores fossem perdoados e voltassem a ter paz com ele. É isso que Paulo explica em 2 Coríntios 5:18-21. Por isso, o embaixador não vai até as pessoas dizendo que elas precisam conquistar o favor de Deus. Ele anuncia o que Cristo fez e as chama a confiar nele.
No contexto, Paulo está falando especialmente da missão que Deus deu a ele e aos seus companheiros de anunciar o evangelho. Isso não quer dizer que todo cristão tenha exatamente a mesma função de um apóstolo. Ainda assim, Jesus chamou seus seguidores a dar testemunho dele e a ensinar outras pessoas a segui-lo (Mateus 28:19-20; Atos 1:8). Nesse sentido, todo cristão pode representar Cristo onde vive.
Isso envolve o que dizemos e como vivemos. Não temos liberdade pra mudar a mensagem de Jesus conforme a nossa preferência. Também não faria sentido falar do perdão de Deus enquanto tratamos as pessoas sem amor ou honestidade. Nossa conduta não substitui o evangelho, mas deve combinar com ele (Filipenses 1:27).
Ser embaixador de Cristo, portanto, não é agir como alguém superior aos outros. É lembrar que também precisamos da graça de Deus e, com humildade, apontar as pessoas pra Jesus — aquele que pode reconciliá-las com Deus.