A história está em 1 Reis 18. Elias era profeta do Senhor numa época em que muitos israelitas também adoravam Baal. O rei Acabe e sua esposa Jezabel incentivavam essa adoração. Depois de um longo período sem chuva, Elias chamou o povo a se reunir no monte Carmelo. Ali, ele fez a pergunta que estava por trás de tudo: se o Senhor é Deus, por que continuar seguindo Baal?
Pra que o povo visse a resposta, Elias propôs uma prova. Os profetas de Baal preparariam um touro sobre a lenha, mas não acenderiam o fogo. Elias faria o mesmo. Cada lado pediria ao seu Deus que enviasse fogo para consumir a oferta. Acabe havia sido instruído a convocar também os 400 profetas de Aserá, mas o relato do confronto se concentra nos 450 profetas de Baal.
Os profetas de Baal começaram. Desde a manhã, chamaram por ele e se movimentaram ao redor do altar. Ao meio-dia, Elias zombou deles, sugerindo que talvez Baal estivesse ocupado ou dormindo. Eles gritaram ainda mais e chegaram a se ferir, como era seu costume. Continuaram até a hora da oferta da tarde, mas nada aconteceu. Baal não respondeu.
Então Elias chamou o povo pra perto e reparou o altar do Senhor. Usou doze pedras, uma lembrança das doze tribos de Israel, e preparou sua oferta. Depois pediu que derramassem água sobre o sacrifício e a lenha, repetindo isso até que a água enchesse a vala ao redor. Assim, ninguém poderia pensar que a oferta pegou fogo porque estava seca ou porque alguém a acendeu escondido.
Elias fez uma oração breve. Pediu que o Senhor mostrasse ao povo que ele era Deus e que Elias agia conforme a sua palavra. O fogo veio e consumiu a oferta, a lenha, as pedras e até a água da vala. Diante disso, o povo se prostrou e reconheceu que o Senhor era Deus (1 Reis 18:36-39).
Depois, Elias mandou prender os profetas de Baal, que foram mortos. Essa parte da história aconteceu num contexto em que Israel vivia sob uma aliança com leis específicas contra a idolatria. Ela não é uma ordem pra cristãos usarem violência contra pessoas de outras crenças. Ainda naquele dia, Elias orou novamente, e a chuva voltou (1 Reis 18:40-45).
O ponto central do relato não é que Elias sabia fazer uma oração capaz de produzir fogo. É que o Senhor respondeu onde Baal não pôde responder. O povo tentava seguir dois caminhos, e Deus mostrou claramente a quem devia sua confiança. Séculos depois, Tiago usou Elias como exemplo pra ensinar sobre a oração: embora fosse um homem como nós, ele orou, e Deus agiu (Tiago 5:16-18).