Os efrateus eram pessoas ligadas a Efrata, nome que a Bíblia associa a Belém, em Judá. É por isso que Rute 1:2 chama a família de Noemi de “efrateus de Belém de Judá”. A expressão indica de onde aquela família vinha.
Efrata e Belém aparecem juntas em outras passagens. Quando Raquel morreu, Jacó a sepultou no caminho de Efrata, e o próprio relato esclarece que se trata de Belém (Gênesis 35:19). A Bíblia, porém, não explica exatamente como esses dois nomes passaram a ser usados. Pra entender quem eram os efrateus, basta saber dessa ligação com Belém.
Outro efrateu citado pelo nome é Jessé, pai do rei Davi. Em 1 Samuel 17:12, ele é identificado como efrateu de Belém de Judá. Isso ajuda a entender por que Belém ficou conhecida como a cidade de Davi: era a terra da família dele.
Essa ligação também é importante pra entender uma profecia. Miqueias 5:2 anuncia que de Belém Efrata sairia alguém que governaria Israel. O Novo Testamento relaciona essa promessa a Jesus, que nasceu em Belém (Mateus 2:1-6; Lucas 2:4-7).
Há um cuidado pra não confundir os nomes: efrateu, nesse contexto, é alguém ligado a Efrata, ou Belém; efraimita é alguém ligado à tribo ou à região de Efraim. As palavras se parecem, mas não indicam a mesma origem.
Assim, quando você encontrar “efrateus” nas passagens sobre Noemi ou Jessé, pense em pessoas de Belém de Judá — a cidade ligada à família de Davi e, mais tarde, ao nascimento de Jesus.