O éfode era, antes de tudo, uma peça de roupa usada no serviço a Deus. O mais conhecido era o éfode do sumo sacerdote de Israel. Ele fazia parte da roupa que o sacerdote vestia quando exercia suas funções diante do Senhor (Êxodo 28:4-6).
Esse éfode era feito de linho, fios coloridos e ouro. Tinha partes que passavam sobre os ombros e uma faixa que o prendia ao corpo. Sobre os ombros ficavam duas pedras com os nomes das tribos de Israel. Na frente, preso ao éfode, o sumo sacerdote usava o peitoral, que também trazia os nomes das tribos (Êxodo 28:9-12, 15-29).
O significado dessa roupa não estava só na sua beleza. Os nomes mostravam que o sumo sacerdote comparecia diante de Deus representando o povo de Israel. A peça também fazia parte das roupas especiais que Deus havia mandado preparar pra esse serviço. A Bíblia menciona ainda éfodes de linho usados em outras ocasiões, como o que o jovem Samuel vestia ao servir no santuário (1 Samuel 2:18).
A dúvida aparece porque, em alguns relatos, o éfode não é mencionado como roupa que alguém está vestindo. Gideão, por exemplo, mandou fazer um éfode com o ouro que havia recebido depois de uma vitória e o colocou em sua cidade. O povo passou a se desviar por causa dele (Juízes 8:24-27). Mais tarde, um homem chamado Mica também fez um éfode para seu santuário particular, junto com objetos ligados à adoração de ídolos (Juízes 17:5).
Nesses casos, não sabemos exatamente que forma o éfode tinha. Alguns entendem que era uma imagem; outros, que era uma peça sacerdotal usada indevidamente naqueles santuários. O texto não dá detalhes suficientes pra afirmar com certeza que fosse um ídolo em forma de estátua. O que ele deixa claro, especialmente no caso de Gideão, é que aquele objeto acabou ligado a uma adoração que afastou o povo de Deus.
Então, a resposta mais segura é esta: o éfode era uma peça usada no serviço religioso, especialmente na roupa do sumo sacerdote. Quando a palavra aparece em relatos de santuários não autorizados, pode indicar um objeto de uso religioso, mas sua forma exata nem sempre é clara. E o caso de Gideão ensina algo importante: mesmo um objeto ligado à adoração podia se tornar um problema quando as pessoas passavam a usá-lo de um jeito que Deus não havia mandado.