Em Obadias, Edom é o nome de um povo e do território onde esse povo vivia. Os edomitas descendiam de Esaú, irmão gêmeo de Jacó. Por isso, Edom e Israel tinham uma ligação de família: os israelitas descendiam de Jacó, e os edomitas, de Esaú (Gênesis 25:24-26; 36:1).
O nome *Edom* significa “vermelho”. Em Gênesis 25:30, Esaú recebe esse nome num episódio em que pede a Jacó um ensopado vermelho. Os edomitas viviam principalmente numa região montanhosa ao sul do mar Morto. A localização ajuda a entender uma fala de Obadias: o povo de Edom se sentia seguro em suas fortalezas nas montanhas e achava que ninguém poderia derrubá-lo (Obadias 1:3-4).
Mas por que Obadias anuncia o julgamento de Edom? Não era simplesmente por causa de antigas brigas entre os descendentes dos dois irmãos. O profeta aponta atitudes concretas. Quando Jerusalém sofreu uma invasão, os edomitas não ajudaram seus parentes israelitas. Em vez disso, alegraram-se com a desgraça deles, participaram do saque e se voltaram contra pessoas que tentavam fugir (Obadias 1:10-14).
É nesse contexto que Obadias 1:1 apresenta uma mensagem de Deus contra Edom. Mais adiante, no versículo 8, Deus anuncia que acabaria com os sábios de Edom. O sentido é que nem a segurança das montanhas nem os planos de seus líderes poderiam impedir o julgamento. O orgulho que fazia Edom se sentir intocável não o protegeria.
Assim, quando você lê “Edom” em Obadias, pense nos descendentes de Esaú vivendo ao sul de Israel. O livro conta por que Deus os responsabilizou: eles se aproveitaram do sofrimento de Jerusalém, embora fossem um povo aparentado com Israel.