Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

Jesus é o Messias prometido na Bíblia?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Sim. O Novo Testamento apresenta Jesus de Nazaré como o Messias prometido a Israel. “Messias” significa “ungido”, alguém escolhido por Deus para uma missão. “Cristo” é a palavra grega com o mesmo sentido. Por isso, chamar Jesus de “Jesus Cristo” é dizer que ele é o Messias.

Mas existe uma dúvida importante por trás dessa resposta: se Jesus é o Messias, por que ele sofreu e morreu, em vez de acabar com a injustiça e estabelecer de uma vez o governo de Deus? Pra entender isso, precisamos olhar tanto para o que Jesus fez quanto para o que a Bíblia diz que ainda acontecerá.

Deus prometeu que um descendente do rei Davi teria um reino duradouro (2 Samuel 7:12-16). Os profetas também falaram de um governante justo que viria da família de Davi e cuidaria do seu povo (Isaías 11:1-5; Jeremias 23:5-6). Os evangelhos apresentam Jesus como descendente de Davi e contam que ele nasceu em Belém, cidade ligada à família desse rei (Mateus 1:1; 2:1-6; Lucas 2:4-7). Não são detalhes isolados: eles mostram por que os primeiros cristãos o reconheceram como aquele rei prometido.

Jesus também não evitou o título de rei. Quando foi interrogado por Pilatos, respondeu à pergunta sobre ser o rei dos judeus. Ao mesmo tempo, explicou que seu reino não tinha origem neste mundo: ele não seria estabelecido pelos meios políticos e militares que as pessoas conheciam (João 18:33-37). Isso ajuda a entender por que sua missão surpreendeu até quem esperava a chegada do Messias.

A maior surpresa foi sua morte. Isaías 53 fala de um servo que sofre, é rejeitado e morre, mas cujo sofrimento beneficia outros. O Novo Testamento vê na morte de Jesus o cumprimento dessa passagem: ele não morreu apenas como vítima de uma injustiça; entregou a própria vida pelos pecados de outros (Marcos 10:45; 1 Pedro 2:24). Depois, segundo o testemunho dos apóstolos, Deus o ressuscitou (1 Coríntios 15:3-8). Para a fé cristã, a ressurreição confirma que a morte de Jesus não foi o fracasso de sua missão.

É por isso que os cristãos falam da missão de Jesus em duas etapas. Na sua primeira vinda, ele tratou do pecado por meio de sua morte e ressurreição. A Bíblia ensina que ele voltará, e então seu governo justo será plenamente reconhecido e o mal terá fim (Atos 1:9-11; Apocalipse 11:15; 21:1-4). Essa segunda etapa ainda não aconteceu. Reconhecer isso é importante: não seria honesto dizer que todas as promessas ligadas ao Messias já se cumpriram.

E por que muitos judeus não aceitam Jesus como Messias? Há diferenças reais na maneira de entender as Escrituras. Muitos esperam que o Messias traga paz e justiça ao mundo durante sua própria vida e, por isso, não consideram suficiente a explicação cristã de que ele voltará para completar essa obra. Também há diferentes interpretações de textos como Isaías 53. Não devemos reduzir essa discordância à ideia de que todos simplesmente deixaram de perceber algo óbvio. Além disso, os primeiros seguidores de Jesus eram judeus; foi entre eles que começou o anúncio de que ele havia ressuscitado e era o Messias (Atos 2:22-36).

Então, a resposta cristã é esta: Jesus é o Messias porque nele se cumprem as promessas sobre o descendente de Davi que salvaria seu povo, e porque sua morte e ressurreição dão sentido à parte mais inesperada dessa missão. A esperança cristã não ignora o que ainda falta acontecer. Ela se apoia na promessa de que o mesmo Jesus que veio, morreu e ressuscitou voltará para completar o que Deus prometeu.