Depende do que estamos chamando de verdade. Gostar mais de um carro do que de outro é uma preferência pessoal. Já dizer que um carro está estacionado na rua é afirmar um fato: ele está lá ou não está. A opinião de alguém não muda isso.
Essa diferença também importa quando falamos de Deus. Cada pessoa pode ter suas crenças, mudar de ideia e decidir no que acredita. Mas a existência de Deus não depende da nossa opinião. Se Deus existe, ele existe mesmo pra quem não acredita nele; se não existe, acreditar nele não o faria existir. Por isso, “essa é a sua verdade” pode ser uma maneira de respeitar a crença de alguém, mas não resolve a pergunta: *isso é verdadeiro?*
Às vezes, alguém diz “toda verdade é relativa”. Mas essa frase também precisa valer pra ela mesma. Se for apenas uma opinião pessoal, não pode ser uma regra que todos devem aceitar. Isso não significa que sabemos tudo ou que nunca nos enganamos. Significa apenas que podemos estar errados sobre a realidade, mas nossa opinião, por si só, não muda a realidade.
A Bíblia apresenta seus ensinamentos sobre Deus como afirmações verdadeiras, não apenas como ideias que funcionam pra algumas pessoas. Jesus, por exemplo, ensinou que conhecer a verdade liberta (João 8:31-32). E afirmou ser o caminho ao Pai (João 14:6). Essa última afirmação é importante: Jesus não disse apenas que segui-lo era bom pra quem gostasse de seus ensinamentos. Ele afirmou algo que, se for verdade, diz respeito a todos.
É claro que as pessoas podem discordar dessa afirmação e examinar os motivos pra crer nela. Respeitar quem discorda não exige dizer que duas afirmações contrárias são verdadeiras ao mesmo tempo. Podemos conversar com respeito, reconhecer o que ainda não entendemos e, mesmo assim, procurar a verdade.
Então, a resposta é: preferências podem variar de pessoa pra pessoa; a verdade sobre o que é real, não. O desafio não é escolher uma “verdade” que nos agrade, mas procurar entender o que é verdadeiro — inclusive quando a pergunta é sobre Deus.