Significa que os dois filhos que Rebeca esperava, Jacó e Esaú, seriam os antepassados de dois povos. De Jacó viria Israel; de Esaú, Edom. Deus estava dizendo que a disputa entre os gêmeos, que Rebeca já sentia durante a gravidez, também marcaria a história dos povos que viriam deles.
Rebeca não sabia que esperava gêmeos. Como os bebês se agitavam dentro dela, ela buscou uma resposta de Deus. Foi então que recebeu essa explicação: havia dois filhos em seu ventre, e deles surgiriam dois povos distintos. Deus também anunciou que o mais velho serviria ao mais novo (Gênesis 25:21-26).
Isso surpreendia porque Esaú nasceu primeiro. Naquela família, ser o filho mais velho normalmente lhe daria uma posição especial na herança. Mas Deus havia determinado que a linhagem da promessa feita a Abraão seguiria por Jacó, o filho mais novo. Mais tarde, Deus deu a Jacó o nome de Israel, e seus descendentes formaram o povo de Israel (Gênesis 28:13-15; 35:10-12). Os descendentes de Esaú se tornaram os edomitas (Gênesis 36:1).
A frase, portanto, fala de pessoas reais e de seus descendentes. Não quer dizer que já existiam duas nações dentro de Rebeca, mas que aqueles dois meninos dariam origem a elas. Israel e Edom tiveram conflitos ao longo da história, como Deus havia anunciado (2 Samuel 8:13-14; Obadias 1:10-11).
Há ainda um detalhe importante: o fato de Deus ter escolhido Jacó não torna certas as atitudes dele. Jacó enganou o pai pra receber a bênção destinada a Esaú (Gênesis 27). A promessa de Deus não precisava desse engano pra se cumprir. Quando Paulo retoma a história em Romanos 9:10-13, seu ponto é que a escolha de Deus foi anunciada antes de os irmãos nascerem, não como recompensa pelas obras de Jacó.
Em poucas palavras, Deus revelou a Rebeca que seus gêmeos seriam os pais de dois povos e que a promessa ligada à família de Abraão continuaria pelo filho mais novo, Jacó.