“Doutor da Igreja” é um título usado pela Igreja Católica para reconhecer cristãos cujos ensinamentos tiveram grande importância pra compreensão da fé. Aqui, doutor quer dizer professor, não médico. Agostinho, Jerônimo, Tomás de Aquino e Teresa de Ávila estão entre as pessoas que receberam esse título.
O título não significa que essas pessoas escreveram uma parte da Bíblia, nem que acertaram em tudo. Significa que, na avaliação da Igreja Católica, elas ensinaram de maneira especialmente valiosa e viveram de modo coerente com a fé que ensinavam. A Igreja Ortodoxa também honra grandes mestres cristãos, como Atanásio, Basílio de Cesareia e João Crisóstomo, mas não usa necessariamente o mesmo título ou o mesmo processo oficial dos católicos.
Entre os evangélicos, é comum estudar alguns desses autores e agradecer a Deus pelo que eles ajudaram outros cristãos a entender. Ao mesmo tempo, nenhum mestre deve receber a autoridade que pertence às Escrituras. A Bíblia nos ensina a examinar os ensinamentos à luz da Palavra de Deus (Atos 17:11). Até pessoas muito respeitadas precisam ser avaliadas por esse critério.
Também é importante não confundir reconhecer a contribuição de alguém com adorar essa pessoa. Católicos e ortodoxos fazem distinção entre a honra dada aos santos e a adoração devida somente a Deus. Muitos evangélicos discordam de certas práticas ligadas à veneração dos santos, mas não seria justo dizer que todo cristão que usa o título “doutor da Igreja” coloca essas pessoas no lugar de Jesus.
Em resumo, os doutores da Igreja são mestres cristãos especialmente reconhecidos, sobretudo pela Igreja Católica, pela importância de seus ensinamentos. Podemos aprender com eles sem esquecer o essencial: eles não são infalíveis, e a fé cristã tem seu centro em Jesus Cristo, não em seus professores.