Não. A Bíblia diz que, depois da desobediência de Adão e Eva, o parto seria marcado por dor (Gênesis 3:16). Mas ela não diz que a mulher *deve* sentir toda essa dor, nem proíbe que procure alívio.
Essa diferença é importante. Deus também disse a Adão que conseguir alimento exigiria trabalho difícil (Gênesis 3:17-19). Isso não significa que seja errado usar ferramentas pra facilitar o trabalho. Da mesma forma, reconhecer que a dor do parto faz parte das dificuldades da vida depois da entrada do pecado não significa que seja obrigatório suportá-la sem ajuda.
Ter filhos, aliás, não foi apresentado como castigo. Antes da desobediência, Deus já havia dado a Adão e Eva a tarefa de se multiplicarem (Gênesis 1:28). O que Gênesis 3:16 descreve é a dor ligada à gravidez e ao parto, não uma ordem pra rejeitar cuidados médicos.
Por isso, uma mulher pode conversar com a equipe de saúde e escolher um método adequado pra aliviar a dor sem achar que está desobedecendo a Deus. Outra pode preferir não usar analgésicos. Nenhuma dessas escolhas, por si só, mede a fé ou o valor espiritual de uma mãe.
O ponto principal é simples: a Bíblia descreve a dor do parto, mas não manda a mulher sofrer sem alívio. Cuidar da saúde da mãe e do bebê não é tentar fugir de uma obrigação espiritual.