O Domo da Rocha, também chamado de Cúpula da Rocha, é o edifício de cúpula dourada que aparece em muitas fotos de Jerusalém. Ele é um santuário islâmico, não uma mesquita, e foi construído no fim do século 7 sobre uma rocha, dentro da área que os judeus chamam de Monte do Templo. Perto dele fica a Mesquita de Al-Aqsa.
A importância do lugar vem de sua história. Foi nessa área que ficava o templo de Jerusalém. O templo que existia nos dias de Jesus havia sido ampliado por Herodes; Jesus esteve ali e anunciou que ele seria destruído (Mateus 24:1-2). Isso aconteceu no ano 70 d.C., quando os romanos destruíram o templo. Séculos depois, o Domo da Rocha foi construído na mesma área — não é o templo bíblico nem uma parte que tenha restado dele.
Há outras ligações importantes com o Antigo Testamento. A Bíblia conta que Abraão foi à região de Moriá quando Deus o pôs à prova a respeito de Isaque (Gênesis 22:1-14). Também diz que Davi construiu um altar na eira de Araúna, local ligado posteriormente à construção do templo (2 Samuel 24:18-25; 2 Crônicas 3:1). Mas essas passagens não identificam a rocha que está dentro do Domo como o ponto exato onde Abraão esteve ou onde ficava a parte mais sagrada do templo. Essas são identificações propostas ao longo da história, não certezas dadas pelo texto bíblico.
Para os muçulmanos, o santuário também tem grande importância religiosa. Na tradição islâmica, essa área está associada à viagem noturna de Maomé e à sua ascensão aos céus. Judeus e muçulmanos, portanto, consideram o mesmo lugar sagrado por motivos diferentes. Isso ajuda a entender por que o acesso, a oração e a administração da área são assuntos tão delicados até hoje.
Em resumo, o Domo da Rocha é um santuário muçulmano construído no lugar onde antes ficava o complexo do templo de Jerusalém. Para entender sua relação com a Bíblia, a distinção principal é esta: a Bíblia fala da importância daquela região, mas não fala do Domo da Rocha, que só foi construído muitos séculos depois.