O Domingo de Páscoa é o dia em que os cristãos celebram a ressurreição de Jesus. Depois de ser crucificado e sepultado, ele ressuscitou. Os Evangelhos contam que, no primeiro dia da semana — o domingo —, seus seguidores encontraram o túmulo vazio e receberam a notícia de que ele estava vivo (Mateus 28:1-6; Lucas 24:1-7).
Isso importa porque a ressurreição não é apenas o final feliz de uma história triste. Jesus morreu pelos nossos pecados e venceu a morte. Paulo explica que, se Cristo não tivesse ressuscitado, a fé cristã não teria fundamento. Mas ele ressuscitou; por isso, quem confia nele pode receber o perdão de Deus e ter a esperança da vida eterna (1 Coríntios 15:14-22; Romanos 10:9).
Talvez surja uma dúvida: o que isso tem a ver com a Páscoa? Nos dias de Jesus, os judeus celebravam a Páscoa em lembrança de quando Deus libertou o povo de Israel do Egito (Êxodo 12). Foi nessa época que Jesus morreu e ressuscitou. Os primeiros cristãos entenderam que a morte dele tinha uma ligação profunda com aquela celebração: assim como Deus havia libertado Israel, Jesus veio trazer libertação do pecado. Paulo chega a chamar Cristo de nossa Páscoa (1 Coríntios 5:7). Por isso, não é correto dizer que a Páscoa não tem nenhuma relação com Jesus.
Já os ovos de chocolate, os coelhos e as brincadeiras não fazem parte do relato bíblico da ressurreição. São costumes que se desenvolveram ao longo do tempo. Nem todos têm uma origem histórica simples e comprovada, então não é preciso criar uma explicação única pra eles. Uma família pode participar dessas brincadeiras, mas elas não explicam por que os cristãos celebram esse domingo.
A Bíblia não exige que a ressurreição seja comemorada numa data anual, nem determina que o dia receba um nome específico. Alguns cristãos preferem chamá-lo de “Domingo da Ressurreição”; outros usam “Domingo de Páscoa”. O nome não é o mais importante. O essencial é lembrar o que aconteceu e por que isso muda nossa esperança: Jesus morreu, ressuscitou e está vivo.