O chefe da sinagoga era uma das pessoas responsáveis por organizar as reuniões religiosas da comunidade judaica. A sinagoga era o lugar onde os judeus se reuniam para ouvir as Escrituras, aprender e orar. O chefe cuidava para que essas reuniões acontecessem em ordem e podia convidar alguém para ler ou ensinar. Em Atos 13:15, por exemplo, os chefes de uma sinagoga convidam Paulo e seus companheiros a falar ao povo.
Isso não quer dizer que ele fazia tudo sozinho, nem que tinha a função de um sacerdote do templo de Jerusalém. O templo era o centro dos sacrifícios; a sinagoga era o lugar das reuniões locais. O chefe tinha uma responsabilidade de liderança ali, mas não era necessariamente quem ensinava em todas as reuniões.
Em Marcos 5:35, esse chefe da sinagoga é Jairo. Ele tinha procurado Jesus porque sua filha estava muito doente. Enquanto Jesus ainda estava a caminho da casa dele, chegaram pessoas com a notícia de que a menina havia morrido. Saber quem era Jairo ajuda a entender a cena: mesmo sendo um líder respeitado na comunidade, ele foi até Jesus, caiu aos seus pés e pediu ajuda (Marcos 5:22-23). Naquele momento, seu cargo não podia fazer nada por sua filha. Ele precisava de Jesus.
A notícia de Marcos 5:35 parecia encerrar qualquer esperança de cura. Mas Jesus pediu que Jairo não tivesse medo e continuasse crendo. Depois, foi até a casa e trouxe a menina de volta à vida (Marcos 5:36-42). Assim, “chefe da sinagoga” explica quem Jairo era na comunidade; o centro da história é a confiança que ele depositou em Jesus diante de uma situação que não conseguia resolver.