Diná era filha de Jacó e Lia e irmã dos homens que deram origem às tribos de Israel (Gênesis 30:21). A Bíblia conta pouco sobre a vida dela. Seu nome aparece principalmente em Gênesis 34, num episódio doloroso que envolveu sua família e os moradores da cidade de Siquém.
Depois que Jacó voltou à terra de Canaã, sua família passou um tempo perto dessa cidade. Diná saiu para conhecer as mulheres dali. Siquém, filho de Hamor, um dos líderes da cidade, teve relações sexuais com ela e a humilhou. O texto não dá detalhes da experiência de Diná nem registra o que ela disse. Por isso, não devemos inventar sentimentos ou decisões pra ela, muito menos culpá-la pelo que aconteceu (Gênesis 34:1-2).
Depois, Siquém quis se casar com Diná. Seu pai procurou a família de Jacó para negociar o casamento, e Siquém se dispôs a pagar o que lhe pedissem (Gênesis 34:3-12). Mas os irmãos de Diná estavam indignados. Eles fingiram aceitar a proposta, com uma condição: todos os homens da cidade teriam de ser circuncidados. Siquém e Hamor concordaram e convenceram os demais homens a fazer o mesmo.
Era uma armadilha. Enquanto eles ainda sentiam dores por causa da circuncisão, Simeão e Levi, irmãos de Diná, entraram na cidade e mataram todos os homens, inclusive Siquém e Hamor. Tiraram Diná da casa de Siquém, e os outros irmãos saquearam a cidade e levaram suas mulheres e crianças (Gênesis 34:25-29). Os irmãos disseram que agiram por causa do modo como Diná havia sido tratada. Isso explica sua indignação, mas não significa que a Bíblia aprove tudo o que fizeram. Jacó ficou preocupado com as consequências do ataque e, mais tarde, condenou a violência de Simeão e Levi (Gênesis 34:30-31; 49:5-7).
Depois desse relato, Diná é mencionada numa lista da família de Jacó que foi ao Egito (Gênesis 46:15). A Bíblia não conta o que aconteceu com ela depois. Assim, sabemos quem ela era e conhecemos esse episódio marcante de sua vida, mas não temos informações suficientes pra descrever sua história além disso.