Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

Qual é a diferença entre o judaísmo e o islamismo?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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A diferença principal está em quais revelações cada religião reconhece como autoridade. O judaísmo se baseia na relação de Deus com o povo de Israel, especialmente na aliança e na Lei dadas por meio de Moisés. O islamismo reconhece Moisés e outros personagens bíblicos, mas ensina que Deus revelou o Alcorão a Maomé e que essa é a revelação final.

As duas religiões creem em um só Deus, lembram Abraão como uma figura importante e dão valor à oração, à caridade e à obediência a Deus. Mas essas semelhanças não apagam suas diferenças.

Para os judeus, as Escrituras sagradas são o Tanakh, que corresponde, em grande parte, aos livros que os cristãos chamam de Antigo Testamento. Nele estão a Lei de Moisés, os Profetas e outros escritos. A Torá, os cinco primeiros livros, tem um lugar especialmente importante. No islamismo, o texto central é o Alcorão. Os muçulmanos também reconhecem que Deus deu revelações anteriores, mas entendem que o Alcorão é a mensagem definitiva. Por isso, as duas religiões podem contar histórias sobre as mesmas pessoas e, ainda assim, interpretá-las de maneiras diferentes.

Maomé é outra diferença decisiva. Os muçulmanos o consideram o último profeta enviado por Deus. O judaísmo não o reconhece como profeta nem aceita o Alcorão como revelação divina.

Jesus também é visto de formas diferentes. O islamismo o respeita como um grande profeta, mas não aceita que ele seja Deus ou o Filho de Deus no sentido ensinado pelo cristianismo. O judaísmo, de modo geral, não o reconhece como o Messias prometido nem como um profeta cuja mensagem deva ser seguida. Nesse ponto, vale notar que, embora judaísmo e islamismo não aceitem a fé cristã sobre Jesus, eles não têm a mesma visão sobre ele.

Essa diferença de crenças aparece na vida religiosa. Judeus se reúnem em sinagogas e observam práticas como o sábado e o Dia da Expiação, também chamado Yom Kippur. Muçulmanos se reúnem em mesquitas, fazem as orações diárias prescritas pelo islamismo e jejuam durante o Ramadã. Há também regras alimentares nas duas tradições, mas elas não são idênticas.

Quanto ao perdão e à vida futura, é importante não simplificar demais. O judaísmo reúne diferentes correntes e dá grande importância ao arrependimento, à misericórdia de Deus e à fidelidade à sua aliança com Israel. O islamismo enfatiza a submissão a Deus, a responsabilidade pelos próprios atos e a misericórdia divina. Não seria justo resumir nenhuma das duas religiões dizendo apenas que seus seguidores tentam “comprar” a salvação com boas obras.

Lendo a questão a partir da fé cristã, há ainda um ponto central: os cristãos creem que Jesus é o Messias prometido nas Escrituras de Israel e que a reconciliação com Deus vem por meio dele, pela graça, mediante a fé (Lucas 24:44-47; Efésios 2:8-9). Judeus e muçulmanos discordam dessa afirmação, cada um por razões diferentes. Conhecer essas diferenças ajuda a conversar com ambos com clareza e respeito, sem tratar suas crenças como se fossem iguais.