Significa que tudo o que existe deve sua existência a Deus, mas Deus não deve sua existência a ninguém. A Bíblia começa dizendo que ele criou os céus e a terra (Gênesis 1:1). Não há outro criador acima dele, nem um poder independente que precisou ajudá-lo.
Nós também fazemos coisas: construímos casas, plantamos alimentos, compomos músicas. Mas sempre trabalhamos com algo que já existe e com capacidades que recebemos. Deus é diferente. Segundo Hebreus 11:3, o mundo que vemos não surgiu de coisas visíveis que já estavam à nossa disposição. É nesse sentido que os cristãos dizem que Deus criou todas as coisas do nada: ele não precisou encontrar matéria pronta antes de começar.
Dizer que Deus é o Criador Supremo também não significa que ele apenas deu início ao universo e depois se afastou. O Salmo 104 descreve Deus cuidando das criaturas e lhes dando o que precisam pra viver. A vida continua dependendo dele. E a variedade da criação mostra que Deus não criou sem entendimento: ele fez suas obras com sabedoria, como dizem o Salmo 104:24 e Provérbios 3:19.
O Novo Testamento acrescenta algo importante sobre *como* Deus criou. Colossenses 1:15-17 ensina que todas as coisas foram criadas por meio de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e que nele todas elas continuam existindo. Quando a passagem chama Jesus de “primogênito de toda a criação”, isso não quer dizer que ele foi a primeira criatura. O próprio texto diz que todas as coisas foram criadas por meio dele e que ele existe antes de todas elas. “Primogênito” destaca sua posição de autoridade sobre a criação.
Por isso, chamar Deus de Criador Supremo é reconhecer mais do que seu poder. É reconhecer que ele está acima de tudo o que criou, conhece sua obra e continua sustentando a vida. E isso inclui a nossa vida. Não somos independentes dele: recebemos dele a existência e temos nele a quem agradecer por ela.