Significa que Deus é completamente bom. Sua bondade não é apenas uma qualidade que ele demonstra de vez em quando: ela faz parte de quem ele é. Por isso, Deus não age por maldade, crueldade ou interesse egoísta. O Salmo 106:1 celebra sua bondade, e Jesus ensina que só Deus é bom de maneira plena (Marcos 10:18).
Isso não quer dizer que as pessoas nunca façam coisas boas. Quer dizer que a nossa bondade é limitada e falha. Podemos fazer o bem num momento e agir mal no seguinte. Deus, não. Podemos confiar na bondade dele em tudo o que faz, mesmo quando não entendemos o que está acontecendo.
É aí que surge a pergunta mais difícil: se Deus é bom e tem poder pra impedir o mal, por que existe tanto sofrimento? A Bíblia não oferece uma explicação completa pra cada tragédia. Ela mostra que os seres humanos praticam o mal e que o mundo não está como deveria. Mas seria apressado concluir que sabemos por que Deus permitiu cada sofrimento, ou dizer que todo sofrimento foi causado por uma escolha de quem sofre. Jesus rejeitou essa maneira de julgar as pessoas em Lucas 13:1-5.
A bondade de Deus também não significa que ele aprova tudo. Um Deus bom se importa com quem sofre injustiça e leva o mal a sério. Ao mesmo tempo, ele trata pecadores com paciência e lhes dá oportunidade de se arrependerem (Romanos 2:4). Na fé cristã, a demonstração mais clara dessa bondade é Jesus Cristo: por meio dele, Deus oferece salvação a pessoas que não poderiam conquistá-la por merecimento (Tito 3:4-5).
Então, dizer que Deus é onibenevolente não é afirmar que a vida será sempre fácil nem que já sabemos responder a toda pergunta sobre o sofrimento. É afirmar que não há maldade em Deus. Mesmo diante do que ainda não conseguimos explicar, a Bíblia nos convida a olhar pra quem ele é e pra bondade que mostrou em Cristo.