Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

Quem é Deus, o Filho?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Deus, o Filho, é Jesus Cristo. A Bíblia ensina que ele não começou a existir quando nasceu de Maria. Ele já existia com o Pai antes da criação e, ao nascer como ser humano, veio viver entre nós (João 1:1-3, 14).

Pra entender quem ele é, precisamos guardar duas verdades juntas. Existe um só Deus, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo são distintos entre si. Jesus não é o Pai, nem é o Espírito Santo. Mas também não é um deus menor: ele é plenamente Deus. No batismo de Jesus, por exemplo, o Filho está na água, o Espírito desce sobre ele e o Pai fala do céu (Mateus 3:16-17). Já João diz que o Filho estava com Deus desde o princípio e era Deus (João 1:1-2). É por isso que os cristãos falam da Trindade: um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.

Chamar Jesus de *Filho* não quer dizer que ele foi criado ou que passou a existir depois do Pai. A Bíblia apresenta o Filho como aquele por meio de quem todas as coisas foram criadas (Colossenses 1:16-17). Assim, quando Paulo o chama de “primogênito de toda a criação” (Colossenses 1:15), não está dizendo que Jesus foi a primeira criatura. O próprio contexto mostra que ele está acima da criação, não fazendo parte dela. O título aponta pra sua posição de honra e autoridade.

O Filho eterno se tornou homem sem deixar de ser Deus. Jesus nasceu de Maria, cresceu, sentiu fome e cansaço e enfrentou tentações; ainda assim, não pecou (Lucas 2:52; João 4:6; Hebreus 4:15). Ele não apenas parecia humano. Viveu de verdade a nossa condição, ao mesmo tempo que continuou sendo quem sempre foi. É por isso que a fé cristã afirma que Jesus é plenamente Deus e plenamente homem.

Durante sua vida, Jesus mostrou como o Pai é. Ele ensinou, acolheu pessoas, curou doentes e fez a vontade do Pai (João 14:9; 6:38). Sua obediência ao Pai não significa que ele seja menos Deus. Significa que o Filho veio cumprir a missão que recebeu dele.

Essa missão chegou ao seu ponto decisivo na cruz. Jesus não morreu por algum pecado seu, pois não tinha nenhum. Morreu pelos nossos pecados, pra nos reconciliar com Deus (1 Pedro 3:18; Romanos 5:10). Depois, ressuscitou. Sua ressurreição mostra que a morte não teve a última palavra e dá aos que pertencem a Cristo a esperança de também ressuscitar (1 Coríntios 15:20-23).

Hoje, Jesus vive e intercede por seu povo junto ao Pai (Romanos 8:34). A Bíblia também promete que ele voltará (Atos 1:11). Portanto, Deus, o Filho, não é apenas alguém importante na história bíblica. Ele é o próprio Deus que veio até nós como homem, morreu e ressuscitou pra nos salvar — e continua vivo, digno da nossa confiança e adoração.