Em geral, não. No islamismo, Deus é chamado de Alá, mas não de Pai. Aliás, *Alá* é a palavra árabe para “Deus”; cristãos que falam árabe também a usam. A diferença está no que cada fé ensina sobre Deus e sobre nossa relação com ele.
Jesus ensinou seus seguidores a chamar Deus de Pai ao orar (Mateus 6:9). Ele não estava dizendo que Deus é pai no sentido físico, como um ser humano. Estava ensinando que podemos nos dirigir a Deus com a confiança de filhos que são amados e recebidos por ele.
Mas como alguém passa a ter essa relação com Deus? Jesus disse que o pecado nos mantém presos e que o Filho pode nos libertar (João 8:34-36). É por isso que nos aproximamos do Pai por meio de Jesus, e não por conseguirmos ser bons o suficiente por conta própria. Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou; quem crê nele recebe perdão e uma nova vida (Romanos 5:8; 1 Coríntios 15:3-4).
O evangelho de João explica que Deus dá o direito de se tornarem seus filhos àqueles que recebem Jesus e creem nele (João 1:12-13). Isso não significa que alguém passe a ser divino. Significa que Deus o acolhe como filho. Paulo acrescenta que, pelo Espírito de Deus, podemos nos dirigir a ele como Pai, sem viver com medo de sermos rejeitados (Romanos 8:15-16).
Então, a resposta é simples: podemos nos aproximar de Deus como Pai confiando em Jesus Cristo. Podemos falar com Deus com sinceridade, reconhecer nossos pecados, pedir seu perdão e seguir o que Jesus ensinou. Ele mesmo disse que é por meio dele que chegamos ao Pai (João 14:6).