Sim, Jesus morreu de verdade na cruz — e Jesus é Deus. Mas isso não significa que Deus deixou de existir ou que sua natureza divina pudesse morrer.
A chave é lembrar quem Jesus é. A Bíblia ensina que o Filho de Deus se tornou homem (João 1:14). Ele não deixou de ser Deus ao fazer isso. Jesus era, ao mesmo tempo, verdadeiramente Deus e verdadeiramente humano. Por isso, podia sentir dor e morrer como homem.
Na cruz, sua morte não foi uma aparência. Jesus entregou seu espírito, e seu corpo morreu (Lucas 23:46; João 19:33-34). Depois, foi sepultado. Quando ressuscitou, não ganhou outro corpo no lugar daquele que havia morrido: ele voltou à vida e mostrou aos discípulos que estava vivo de verdade (Lucas 24:39).
Então, é correto dizer que Deus, o Filho, morreu por nós. Quem morreu foi Jesus, e Jesus é Deus. Ao mesmo tempo, ele morreu *em sua condição humana*: a divindade não deixou de existir, e o Pai e o Espírito Santo não morreram. A morte de Jesus também não significou que o Filho deixou de ser Deus por algum tempo.
Isso ajuda a entender seu clamor na cruz, quando perguntou por que Deus o havia desamparado (Marcos 15:34). Aquelas palavras mostram a profundidade do sofrimento que Jesus enfrentou ao levar nossos pecados (1 Pedro 2:24). Mas a Bíblia não diz que a Trindade se desfez ou que o Filho deixou de ser Deus naquele momento.
A resposta, portanto, é sim, se estamos falando de Jesus, o Filho de Deus, que realmente morreu na cruz; não, se queremos dizer que Deus deixou de existir. E há uma razão pela qual isso importa tanto: aquele que morreu pelos nossos pecados é o mesmo que ressuscitou. Sua morte foi real, mas não foi o fim da sua vida nem da esperança que ele oferece (1 Coríntios 15:3-4).