Significa que Deus não tem os limites que nós temos. Nossa vida começou e um dia vai terminar. Nosso conhecimento é pequeno, nosso poder é limitado e só podemos estar em um lugar de cada vez. Deus é diferente: ele sempre existiu, conhece todas as coisas, tem poder para cumprir seus propósitos e não está preso a nenhum lugar.
A Bíblia diz que Deus já existia antes da criação do mundo e que ele é Deus para sempre (Salmo 90:2). Tudo o que conhecemos teve uma origem, mas Deus não foi criado. Por isso, ele não depende do universo para existir. O tempo também não limita sua vida como limita a nossa: Deus nunca envelhece nem se aproxima de um fim.
Dizer que Deus é infinito também nos ajuda a entender o alcance do que ele sabe, pode fazer e vê. Ele conhece até o que tentamos esconder (Salmo 139:1-4; 1 João 3:20). Nada é poderoso demais pra ele quando se trata de cumprir o que deseja (Salmo 115:3; Jeremias 32:17). E não existe lugar tão distante que esteja fora da sua presença (Salmo 139:7-10). Isso não quer dizer que Deus *seja* o universo; quer dizer que ele está presente em toda parte sem ficar limitado ao mundo que criou.
Essas verdades não significam que Deus faça coisas contrárias a quem ele é, como mentir (Tito 1:2). Seu poder não é menor por causa disso. Ele é perfeitamente fiel ao seu próprio caráter.
Talvez a parte mais difícil seja esta: se Deus não tem limites, será que podemos conhecê-lo? Podemos, sim, porque ele decidiu se mostrar a nós. A criação nos permite perceber algo do seu poder (Romanos 1:20). Nas Escrituras, aprendemos quem ele é e como deseja que vivamos. E Jesus nos mostra Deus de maneira única e pessoal (João 1:18). Não conseguimos entender *tudo* sobre Deus, mas podemos conhecer de verdade aquilo que ele nos revelou.
Então, dizer que Deus é infinito não é apenas dizer que ele é muito maior do que nós. É dizer que ele não tem começo nem fim, não depende de nada que criou e não é limitado como nós somos. Ainda assim, esse Deus quis se dar a conhecer.