Dizer que Jesus é Deus encarnado significa que o Filho de Deus se tornou um ser humano de verdade. Ele não apenas apareceu com aparência humana nem deixou de ser Deus para virar homem. Ele continuou sendo Deus e passou também a viver uma vida humana. É isso que João quer dizer quando afirma que aquele que já existia desde o princípio como Deus se fez carne e viveu entre nós (João 1:1, 14).
Isso aconteceu quando Jesus foi concebido no ventre de Maria, pela ação do Espírito Santo (Lucas 1:34-35). Ele nasceu, cresceu, sentiu fome e sede, ficou cansado e sofreu. Na hora de sua morte, sentiu uma angústia profunda. Sua vida humana não foi uma encenação. Ao mesmo tempo, ele não começou a existir quando nasceu de Maria: o Filho de Deus já existia antes de vir ao mundo (João 1:1-3; 17:5).
Por isso, os cristãos dizem que Jesus é plenamente Deus e plenamente homem. Não são duas pessoas dividindo o mesmo corpo. É uma só pessoa, o Filho de Deus, que assumiu a natureza humana sem perder a divina. A Bíblia não explica todos os detalhes de como isso é possível, mas apresenta com clareza os dois lados: Jesus é chamado de Deus e se fez carne (João 1:1, 14); viveu como nós, mas sem pecar (Hebreus 4:15).
Também é importante não confundir o Filho com o Pai. Quando dizemos que Deus se encarnou, estamos falando do Filho de Deus, Jesus Cristo. O Pai não se tornou Jesus. O Filho veio ao mundo enviado pelo Pai (João 3:16-17).
E por que ele fez isso? Para nos salvar. Jesus se tornou humano para compartilhar a nossa condição, morrer por nós e nos ajudar como alguém que conhece por experiência o sofrimento e as tentações humanas (Hebreus 2:14-18). Ele podia morrer por nós porque era homem; e sua vinda revela o amor e a ação do próprio Deus em nosso favor. Assim, “Deus encarnado” não quer dizer que Deus deixou de ser Deus. Quer dizer que, em Jesus, Deus veio até nós como um de nós.