Quer dizer que existe um só Deus, e que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são distintos entre si. Cada um é plenamente Deus. O Pai não é o Filho; o Filho não é o Espírito Santo; e o Espírito Santo não é o Pai. Mas eles não são três deuses.
A palavra *Pessoa* pode causar confusão, porque normalmente pensamos numa pessoa como um ser humano separado dos outros. Não é isso que os cristãos querem dizer ao falar da Trindade. A palavra ajuda a mostrar que o Pai, o Filho e o Espírito Santo não são apenas três nomes que Deus usa em momentos diferentes. Eles se relacionam entre si. Jesus, por exemplo, ora ao Pai e fala do Espírito Santo que o Pai enviaria (João 17:1; 14:16-17).
A Bíblia nos dá os fundamentos dessa afirmação. Ela ensina que há um só Deus (Deuteronômio 6:4). Também apresenta o Pai como Deus, chama o Filho de Deus e fala do Espírito Santo de maneira que mostra sua divindade (João 1:1, 14; 20:28; Atos 5:3-4). No batismo de Jesus, os três aparecem ao mesmo tempo: o Filho é batizado, o Espírito desce sobre ele e o Pai fala do céu (Mateus 3:16-17). Por isso, não faz sentido dizer que são simplesmente uma única Pessoa mudando de nome ou de papel.
Também não devemos imaginar que cada um seja uma terça parte de Deus. O Pai é plenamente Deus, o Filho é plenamente Deus e o Espírito Santo é plenamente Deus. O que os distingue não é serem mais ou menos divinos, mas a relação que têm entre si. Jesus, por exemplo, fala do amor que o Pai tinha por ele antes da criação do mundo (João 17:24). Essa relação não começou quando Jesus nasceu em Belém.
Então, a resposta mais simples é esta: Deus é um só, e esse único Deus existe eternamente como Pai, Filho e Espírito Santo. A Bíblia não nos explica todos os detalhes de como isso é possível. A palavra *Trindade* é uma maneira de reunir, sem apagar nenhuma delas, as verdades que ela nos ensina sobre quem Deus é.