A expressão pode ter sentidos diferentes, mas, no contexto do artigo, ela se refere às denominações protestantes históricas dos Estados Unidos, também chamadas de *mainline*. São igrejas ligadas a tradições antigas do protestantismo e que tiveram grande presença na vida religiosa daquele país. “Tradicional”, aqui, não quer dizer necessariamente “mais fiel à Bíblia” nem “mais antiga que todas as outras igrejas”.
Entre os exemplos mais conhecidos estão a Igreja Episcopal, a Igreja Evangélica Luterana na América, a Igreja Presbiteriana (EUA), a Igreja Metodista Unida, a Igreja Unida de Cristo, as Igrejas Batistas Americanas nos EUA e a Igreja Cristã (Discípulos de Cristo). Não existe uma lista única aceita por todos; algumas classificações também incluem grupos como os quakers.
Vale prestar atenção ao país e ao contexto. No Brasil, alguém pode chamar batistas, presbiterianos, metodistas e luteranos de “protestantes históricos” porque essas tradições chegaram antes de muitos movimentos pentecostais. Já nos Estados Unidos, “denominações tradicionais” costuma indicar igrejas específicas, não todos os grupos que levam esses nomes. Por exemplo, a Igreja Presbiteriana (EUA) e a Igreja Presbiteriana na América são denominações diferentes.
Também não dá pra saber tudo o que uma igreja ensina só por esse rótulo. Em várias denominações tradicionais há debates sobre a autoridade da Bíblia, a salvação e questões morais. Algumas posições oficiais dessas igrejas diferem das posições de muitas igrejas evangélicas, mas seus membros e congregações não pensam todos da mesma forma. E um cristão pode ser evangélico e, ao mesmo tempo, pertencer a uma tradição protestante antiga.
Do ponto de vista bíblico, a pergunta mais importante não é se a denominação recebe o nome de “tradicional” ou “evangélica”. É o que ela ensina sobre Jesus e como trata as Escrituras. A Bíblia apresenta as Escrituras como úteis pra ensinar e corrigir (2 Timóteo 3:16-17), elogia quem examina o ensino recebido à luz delas (Atos 17:11) e coloca a morte e a ressurreição de Cristo no centro da mensagem cristã (1 Coríntios 15:3-4).
Portanto, “denominações tradicionais” é uma maneira de identificar um conjunto de igrejas na história do protestantismo, especialmente nos Estados Unidos. O nome ajuda a entender de quais igrejas se está falando, mas não substitui o cuidado de conhecer aquilo que cada uma realmente crê e ensina.